CBF estuda punir calote e diz que discussão começou antes do Bom Senso F.C.



Um dos cinco pontos enumerados pelo Bom Senso F.C., o fair play financeiro, é pauta da CBF há mais de um ano, de acordo com o vice-presidente do Sudeste da entidade, Marco Polo Del Nero.

Embora o tema tenha sido levantado nos últimos dias pelo movimento dos jogadores, o presidente José Maria Marin prepara algumas sugestões para apresentar aos clubes nos próximos meses e considera implementar a medida.

– É um projeto da CBF e o presidente estuda a possibilidade de implementação. Seria apresentado inicialmente à comissão de clubes, formada recentemente. Esse procedimento foi aprovado em São Paulo com unanimidade – afirmou Marco Polo Del Nero.

Apesar de ainda não estar finalizado, o projeto pode também ser colocado em outro maior, que trata das dívidas tributárias dos clubes com o Governo Federal. No mês passado, depois de uma reunião na CBF sobre o tema, uma comissão de clubes e federações foi formada. A iniciativa acontece paralelamente ao Proforte, proposta do Ministério do Esporte sobre o mesmo assunto.

Com este ponto em comum com o movimento, a CBF deve receber os jogadores nos próximos dias.

– O movimento dos jogadores é aceitável e oportuno. Tenho consciência de que temos de evoluir, mas sem atropelos e com muito bom senso. Tenho certeza de que o presidente Marin vai receber a comissão de atletas, mas convém lembrar que eles possuem uma entidade nacional de classe e o caminho natural seria por aí. A parada técnica para hidratação foi proposta pelo sindicato e instalei esse procedimento na FPF – afirmou Marco Polo Del Nero.

FPF criou medida parecida em 2011

Há três anos, a Federação Paulista de Futebol colocou no seu regulamento esportivo uma medida que pune os clubes com perda de pontos por atraso no pagamento de salários para os jogadores.

Pelas regras, o atraso tem de ser de pelo menos 15 dias e partir dos próprios jogadores, ou do sindicato que os representa.

– Faz três anos que a Federação Paulista tem em seu regulamento o fair play financeiro trabalhista. Quem não pagar salários durante a competição pode perder três pontos por partida e por atleta. Durante essas edições, não existiram débitos trabalhistas. Foi um avanço. O procedimento para implementação foi aprovado por unanimidade dos clubes das séries A1, 2 e 3 – explicou o presidente da FPF, Marco Polo Del Nero.

De acordo com o dirigente, a medida deu mais segurança para os atletas, por terem um canal direto para garantirem direitos.



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