Cobranças de uruguaios à Conmebol começaram depois de saída de Nicolás Leoz



O empresário uruguaio Francisco “Paco” Casal, articulador da rebelião iniciada na quarta-feira contra a Conmebol, diz ter oferecido US$ 805 milhões pelos direitos de transmissão da Copa Libertadores e Sul-Americana em outubro de 2012 – contrato que seria US$ 430 milhões maior do que o atual, com a TyT. O acordo seria para 2015 até 2020. Com a recusa da entidade, Paco deu início a sua batalha, que se intensificou com a posse de Eugenio Figueredo, de quem é velho conhecido.

O empresário, dono da Gol TV com o ex-jogador Francescoli, contratou o advogado Jorge Pereira Shurman, para descobrir qual valor era pago à Conmebol pelos direitos. Ao fazer uma análise do balanço da entidade, eles procuraram os clubes para compartilhar as informações e ter apoio.

A posse do uruguaio Eugenio Figueredo, em abril deste ano, foi determinante para a movimentação de Casal. Figueredo, presidente da associação nacional durante vários anos, é criticado por uruguaios por ter afundado o futebol local e era com ele que o empresário fechava negócios de televisão.

– São interesses em comum. Que mal há? Se conseguirmos mudanças, todos sairão ganhando: clubes, jogadores e empresas. Tivemos acesso a esses números, fizemos relatório e procuramos os clubes para dividir com eles – disse Jorge Shurman, em defesa da atuação do empresário Paco Casal.

No Brasil e Argentina, porém, os clubes ainda mantêm certa distância da polêmica.

Academia LANCE!

No fim das contas, é positiva a mobilização
Por Fernando Trevisan
Especialista em gestão esportiva

O momento para que o futebol sul-americano tenha uma imagem melhor que a que temos hoje, porque, no fim das contas, isso impacta também no produto do futebol sul-americano.

Qualquer autoridade no cenário político funciona muito sob pressão, tanto na política do governo quanto na esportiva, por isso é fundamental a mobilização dos protagonistas para que sejam alcançadas as melhorias. Aparentemente, os jogadores e os clubes também começam a se conscientizar da sua relevância, do seu protagonismo e, portanto, do seu poder de exigir mudanças, exigir melhorias dos organizadores do espetáculo do futebol.

Então, independentemente das intenções políticas que possam haver nesta mobilização específica, no fim das contas, é positiva a mobilização em si para exigir mudanças que há tanto tempo a sociedade em geral espera do futebol brasileiro e sul-americano.

*Colaborou Amélia Sabino



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