Marin se ofende com respostas do secretário-geral da Fifa e relação entre os dirigentes fica abalada



Marin e Valcke: relação estremecida (FOTO: Ueslei Marcelino/Reuters)

Marin e Jérôme Valcke: relação estremecida (FOTO: Ueslei Marcelino/Reuters)

Cada vez mais isolado, José Maria Marin ficou aborrecido com as declarações do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, em entrevista exclusiva ao LANCE!Net publicada nesta quarta-feira. De acordo com membros da CBF, o presidente da entidade passou o dia esperando que Valcke o procurasse para justificar a afirmação de que o Comitê de Ética da Fifa poderia investigá-lo se quisesse.

Segundo sua assessoria de imprensa, José Maria Marin iria para o Rio de Janeiro ontem, quando faria uma visita ao Maracanã, a convite do governador Sérgio Cabral, onde o representante da Fifa também esteve presente.

No entanto, o presidente da CBF permaneceu em São Paulo, sem justificativas de sua assessoria. O aviso de pauta enviado no dia 13 de maio pelo governo do Rio de Janeiro, porém, não colocava o nome de José Maria Marin entre os que participariam da ida ao estádio.

Ainda de acordo com membros da CBF, Marin estava deixando São Paulo, em seu helicóptero, quando recebeu uma ligação que o avisava de algumas das respostas de Jérôme Valcke. Descontente, o dirigente desceu da aeronave e cancelou sua partida para o Rio de Janeiro, pois não se sentiria à vontade em estar no mesmo lugar que o representante da Fifa.

Semana passada, a assessoria de imprensa do comandante da CBF havia informado que Marin e Valcke teriam algumas conversas em particular antes da agenda oficial de amanhã. Os encontros, no entanto, não aconteceram.

Como presidente do COL, José Maria Marin não recebeu nenhuma ligação por parte da Fifa sobre os desentendimentos, resolvidos na tarde de ontem, entre a entidade e o Corinthians, por conta de declarações que chegaram a ameaçar a permanência do estádio como sede da Copa do Mundo de 2014.

Fifa já recebeu denúncia antes

A Fifa, por meio de seu departamento de comunicação, confirmou que o presidente Joseph Blatter recebeu uma carta do filho de Vladimir Herzog denunciando o presidente da CBF, José Maria Marin, por suas ações durante o regime militar.

A Fifa não informou, no entanto, se uma investigação foi aberta para apurar o caso e diz, ainda, que o Comitê de Ética é totalmente independente da própria entidade, o que impede que eles saibam se há uma investigação sobre José Maria Marin.

Por fim, a entidade esclareceu que qualquer cidadão ligado ao futebol (torcedor, jornalista, jogador etc.) pode mandar um pedido de investigação para o Comitê de Ética, que será avaliado e julgado.

Segunda frustração em menos de dez dias

Desde que as denúncias sobre seu envolvimento na ditadura militar ficaram mais fortes, José Maria Marin resolveu ficar afastado da imprensa e de eventos públicos. Há pouco mais de uma semana, no entanto, ele voltou a aparecer. Nesse período, deixou de ir a eventos importantes, que em condições normais não faltaria.

Mas, desde que voltou a mostrar a cara, Marin tem colecionado frustrações. A primeira aconteceu semana passada, quando um encontro com o ex-presidente Lula foi por água abaixo. A versão da assessoria de imprensa de Marin diz que a aeronave que o levava a Brasília, onde seria a reunião, teve um problema técnico e não pode levantar voo.



MaisRecentes

Valorizado após a Copa do Mundo, Fágner tem proposta do Napoli-ITA



Continue Lendo

Fora de painel com ídolos em São Januário, Pedrinho deve entrar na próxima expansão



Continue Lendo

Neymar é o alvo do Real Madrid para o lugar de Cristiano Ronaldo, revela jornalista espanhol



Continue Lendo