Botafogo aposta em Roque Santa Cruz e não tem plano B



* Colaborou Vinícius Perazzini

Em negociação com o Botafogo, Roque Santa Cruz é a prioridade para o ataque, revelou o gerente técnico do Alvinegro, Sidnei Loureiro. Em longa entrevista exclusiva ao LANCE!, o dirigente destacou que o planejamento do clube para o setor ofensivo está muito voltado para a possibilidade de trazer o paraguaio e as tratativas por ele prometem se estender.

Há exatamente uma semana, a diretoria do Botafogo se reuniu com os representantes do jogador e o diálogo foi proveitoso. O Glorioso ficou com a prioridade de fechar com o atacante, que se encantou com o projeto do clube. O único entrave foi a pedida salarial de R$ 450 mil por mês, mas o Alvinegro trabalha para baixar o valor em contraproposta que será enviada logo.

– Estamos conversando (pelo Roque Santa Cruz), sim. O que posso dizer é que, para trazer um atleta do porte dele, com o que foi inicialmente conversado, não temos condições. Não vamos fazer loucura. Porém, se o Roque Santa Cruz se encaixar dentro do nosso plano financeiro, ele interessa muito para o Botafogo – falou Sidnei, colocando o paraguaio como a prioridade quando perguntado sobre a possibilidade de outro grande atacante para o Brasileirão.

– Não (há a possibilidade de trazer outro além do Santa Cruz). O Alex, cria da base, volta de empréstimo em maio e acredito muito no potencial dele. Inclusive, se o Alex tivesse feito a pré-temporada no Botafogo, a gente não precisaria estar atrás de um camisa 9 – comentou Sidnei, citando Alex, atacante de 22 anos que emprestado ao Dibba, dos Emirados Árabes Unidos.

Se Alex já é certeza em General Severiano, Santa Cruz ainda é um sonho que não tem data para se tornar realidade.

– Não sei dizer um tempo para que se resolva a questão com o Santa Cruz – concluiu Sidnei Loureiro.

 

Janela da Europa não influencia

Emprestado ao Málaga, da Espanha, até o próximo dia 30 de junho, Santa Cruz tem os direitos econômicos vinculados ao Manchester City (ING). Porém, o contrato dele com o clube inglês também se encerra na mesma data e a partir daí o paraguaio ficará liberado para acertar  com qualquer clube.

Se vier para o Botafogo, Santa Cruz não terá de esperar a abertura da janela de transferências do futebol europeu para se apresentar. Por estar sem vínculo algum, a contratação dele não seria considerada uma transferência internacional. De acordo com os regulamentos da Fifa, jogadores livres de acordos podem ser contratados fora das janelas em qualquer país.

 

Receita da TV vai para salários

No fim de março, o Botafogo desbloqueou os 100% da verba pelos direitos de transmissão de TV que estavam penhorados pela Receita Federal, porém essa verba não será usada para contratações.

– É um dinheiro que contamos para pagar os salários. Ele vai para os salários dos jogadores, dos funcionários do clube, e para outras despesas – comentou o gerente técnico do Botafogo, Sidnei Loureiro, que também lamentou o fechamento do Engenhão e as receitas perdidas por isso:

– O uniforme está todo vendido, não dá para botar nada que gere novas receitas. E tem o problema do Engenhão, que é sério. Os naming rights estavam engatilhados.

 

Bate-Bola

Sidnei Loureiro
Gerente técnico do Botafogo, em entrevista exclusiva ao LANCE!

Como se paga um jogador com a bagagem do Roque Santa Cruz?
Com dinheiro (risos). O Botafogo não está tão mal assim financeiramente, pelo amor de Deus. Pelo que foi inicialmente conversado, não temos condições de contratar, mas estamos conversando pelo atleta.

Dá para envolver o marketing para pagar pelo Santa Cruz?
A gente sempre tem opções na mesa. Tem sempre um pacote que você tenta encaixar, mas sabendo o que o mercado pode oferecer para isso. Porém, no Brasil, o licenciamento de produtos para atletas é complicado. Além disso, trazer um atleta estrangeiro e conseguir vincular bem a imagem dele aqui é ainda mais difícil. A questão do marketing tem muitos detalhes.

Qual panorama você faz para a movimentação rumo ao Brasileiro?
Chegadas e saídas de atletas são assuntos que nunca estão fechados. Você nunca sabe a hora que vai chegar uma oportunidade muito boa para vender ou para comprar um atleta. Se a proposta for boa, e o nosso atleta quiser ir e tal, a gente vai vender. Do mesmo jeito, opções boas podem surgir para nós.



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