Revelação acusa presidente do Guarani de forçá-lo a assinar com agente



Um garoto dos juvenis do Guarani acusa o presidente do clube, Alvaro Negrão de Lima, de tentar forçá-lo a assinar uma procuração para o agente Nenê Zini, um dos mais poderosos de Campinas. Por meio do escritório Gislaine Nunes Advogados, de São Paulo, a família de Eduardo, 17, entrou nesta semana com uma ação na Justiça do Trabalho de Campinas pedindo rescisão do contrato, sob a alegação de assédio moral.  Desde então o garoto não voltou a treinar no clube, dizendo se sentir ameaçado.

Eduardo (E.H.S.) contou à polícia que no dia 4 de fevereiro se reapresentou ao Guarani, após voltar de empréstimo do São Paulo. O Tricolor chegou a fazer uma oferta pelo atleta, mas o clube de Campinas não aceitou. Quando voltou, o presidente do clube não era mais Marcelo Mingone, que o havia emprestado, mas Negrão de Lima, que assumiu após a renúncia do antecessor, em dezembro.

No dia 8, segundo seu relato, o gerente do clube Isaías Tinoco, com muitas passagens pelo Vasco e Flamengo entre outros, teria levado-o para o escritório de Zini, próximo à sede do Guarani, onde estavam também o presidente do Guarani e o técnico Branco – que nega (leia mais em texto abaixo). Lá, os quatro teriam-no pressionado a assinar com Zini, sob ameaça de não jogar até o fim do contrato, no meio de 2014. Mas o tiro saiu pela culatra porque Eduardo é menor de idade e o acordo precisaria da mãe.

No dia seguinte, o jogador, a mãe, Lygia Maria da Silva, e seu agente, Hugo Ardison, foram à polícia e fizeram o BO. Depois do Carnaval, procuraram um advogado. Quem assina a ação é Fabio Luiz de Oliveira.

(colaborou Guilherme Borini, correspondente em Campinas)

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<b>Branco e Tinoco negam envolvimento</b>

O gerente do Guarani, Isaías Tinoco, e o técnico Branco negaram enfaticamente qualquer participação no caso.

– Eu acabei de chegar. Não tenho nada a ver com isso. Me deixe fora disso – afirmou Branco, lateral da Seleção Brasileira nas Copas de 1986, 1990 e 1994.

– Estou sabendo por você. Nem sabia do caso – disse minutos antes Tinoco, que afirmou ter chegado ao clube dia 11 de janeiro, cerca de um mês antes dos supostos fatos.

Mas o agente do jogador Hugo Ardison, deu outra versão.

– O Isaías não foi ao escritório mesmo. Mas ele colocou o menino no carro e o mandou para o escritório do empresário. Eu reclamei com ele e disse que não autorizava que ele saísse do clube sozinho. Ele respondeu que quando o presidente chama, o jogador tem que ir para qualquer lugar.

Uma frase semelhante está registrada no boletim de ocorrência, como sendo declaração do garoto.

O LANCE! tentou falar com Eduardo, com sua mãe, Lygia, com Nenê Zini e Negrão de Lima, mas não conseguiu até a publicação deste post.

 

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