Flu recorre a empréstimos para fechar o ano



Para fechar as contas do fim de 2012 no laço, o Fluminense pode recorrer a empréstimos junto ao Banco do Brasil e ao Bradesco. O presidente do clube, Peter Siemsen, autorizou os responsáveis pela questão a negociar com os bancos.

O Flu está com dificuldades para arcar com os cerca de R$ 4 milhões referentes às despesas deste período, principalmente a folha de pagamento e o Ato Trabalhista. O prêmio pela conquista do Campeonato Brasileiro (R$ 9 milhões) ajudaria, mas boa parte foi penhorada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Representantes do clube tiveram ontem uma audiência no órgão para pedir que a essa penhora não seja integral. Porém, a chance de mudança é pequena.

As penhoras que o Fluminense têm sofrido são reflexos de dívidas antigas do clube, a maioria delas de caráter trabalhista, fiscal e previdenciária, contraídas nos anos da gestão anterior (2007 a 2010). Só de encargos e tributos, o Flu pagou cerca de R$ 11 milhões em 2011 e irá arcar com R$ 12,5 milhões neste ano.

– As penhoras atuais são bem complexas. Estamos procurando sair delas de uma forma que seja possível caminhar bem em 2013 – disse o presidente do clube, Peter Siemsen.

Segundo os recentes balanços, o Fluminense conseguiu equilibrar as receitas com os gastos nos três trimestres anteriores. O déficit em 2011 foi de R$ 35 milhões. Em 2013, o saldo será lido através do fluxo mensal de caixa. A proposta de orçamento para o ano que vem foi apresentada na semana passada e agora se encontra sob análise do Conselho Fiscal.

Metade do prêmio já penhorado

Os R$ 9 milhões recebidos pela conquista do Campeonato Brasileiro praticamente pagariam todas as despesas necessárias para o Fluminense fechar o ano sem deixar mais dívida para 2013. O que o presidente Peter Siemsen não contava era com a penhora de R$ 4 milhões em cima do valor.

–  Estamos dificuldades com as grandes despesas.  As pequenas vamos conseguir equacionar – disse Jackson Vasconcellos, superintendente do clube.

O Fluminense evita pedir um adiantamento à Rede Globo, pois existe o receio de que parte desse dinheiro também poderá ser retido pela Receita Federal.

(Bruno Braga e Rodrigo Lois)



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