Comunicadores geram confusão entre árbitros



O único recurso eletrônico permitido pela comissão de arbitragem da CBF está gerando confusão nas partidas.

Segundo árbitros ouvidos pelo LANCE!, a CBF comprou neste ano radiocomunicadores e determinou que os sextetos de arbitragem os usem sem fazer treinamento adequado. Em alguns estados, o treino prático resumiu-se a duas horas.

Segundo os árbitros, como o canal de voz é aberto, é comum que assistentes e adicionais falem ao mesmo tempo ou na hora que precisam tomar uma decisão rápida, prejudicando o discernimento.

Os árbitros dizem que eles mesmos, aos poucos, estão achando modos mais eficientes de usar o rádio.

A compra dos comunicadores foi uma das primeira decisões do presidente da CBF, José Maria Marin. Ele atendeu a um pedido da Conaf que Ricardo Teixeira vinha enrolando havia mais de um ano.

Mas não há rádios para todos os jogos. Por ora, é usado apenas nas Séries A e B e alguns jogos da C.

Outro complicador é que, junto com os rádios, foram introduzidos os assistentes adicionais, igualmente sem um treinamento adequado. Na Europa, os árbitros primeiro treinaram esses recursos em jogos de categorias de base. (MD)



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