Walter Oaquim: ‘Paulo Schmitt é o Torquemada do Flamengo’



“Ele fica na frente da televisão vendo replay para punir o Flamengo. Ele está perseguindo o Flamengo. É um verdadeiro Torquemada para o Flamengo. É um inquisidor-mor”

.

 

Walter Oaquim, vice-presidente de relações externas do Flamengo, sobre o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt. O cartola, como alguns colegas, ficou revoltado com a perda de um mando de jogo pelo seu clube por conta dos rojões atirados pelos torcedores durante o jogo contra o Atlético-GO, válido pela 26ª rodada do Brasileiro.

Há vários anos, Schmitt estabeleceu um rodízio entre todos os procuradores do STJD, para que a cada rodada um grupo assista a todas as partidas e aos principais programas esportivos. O objetivo é captar lances de indisciplina, como mau comportamento de torcedores, e agressões e simulações cometidas pelos jogadores, para denunciá-los às comissões disciplinares. O trabalho foi iniciado quando Rubens Approbato  Machado presidia o STJD e foi ampliado com a posse de Flavio Zveiter.

Tomás de Torquemada (1420-1498) foi o primeiro e mais famoso chefe da inquisição do reino de Aragão e Castela, que mais tarde se tornaria a Espanha. Ganhou fama por ser implacável com os suspeitos de cometer heresias, por torturar barbaramente para arrancar confissões e por estimular os cidadãos a vigiar e delatar seus vizinhos, caso não fossem cristãos. Seu principal alvo eram os muçulmanos e judeus convertidos a quem acusava de não serem verdadeiros cristãos. Muitos cidadãos dessas etnias se convertiam formalmente para escapar da perseguição a quem assumisse publicamente outra religião.

 



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