Ação do MP ameaça candidatura de Wallim



Uma ação do Ministério Público Federal do Rio coloca mais uma vez a candidatura à presidência do Flamengo do economista Wallim Vasconcellos em xeque.Vasconcellos, junto com o ex-presidente do BNDES à época Luis Carlos Mendonça de Barros e outros ex-diretores do BNDES, estão sendo processados por improbidade administrativa. Todos foram inocentados no julgamento em  1ª instância, na 24ª Vara Federal do Rio. O Ministério Público Federal recorreu, como é de praxe.

Por causa disso, alguns membros de chapas concorrentes na eleição de dezembro tentam impugnar sua candidatura mais uma vez. A tentativa ganha corpo porque recebeu apoio do membro da comissão eleitoral Siro Darlan.  O desembargador apontou o fato de o processo ainda estar em andamento para se colocar contra a aprovação da candidatura do represnetante da chapa Fla Campeão do Mundo.

Na noite desta quinta-feira, a comissão eleitoral vai analisar essa questão e outras questões do pleito de dezembro. O desembargador Darlan poderá exigir um parecer sobre a situação de Vasconcellos  na reunião de hoje tentará que eleseja não apenas aprovado como lido na reunião do Conselho de Administração do clube, em 8 de novembro.

– Vamos discutir esse assunto hoje. Eu já achava que ele não tinha condições de participar anteriormente e dei o meu voto durante a reunião de segunda-feira, mas levando em consideração à contestação de um sócio sobre a soma que o Wallim fez para conseguir regularizar a sua candidatura.  Mas a comissão eleitoral decidiu por 5 a 2 não impugnar a partipação dele na eleição – explicou Antero.

A decisão da comissão eleitoral tem valor apenas consultivo. A decisão sobre esse outros assuntos relativos à eleição cabe ao Conselho de Administração, órgão de cerca de cem pessoas, que possui 48 conselheiros indicados pela presidente Patricia Amorim no início do mandato.

Outra questão que será votada sobre Vasconcellos – e também sobre seu vice, Roddolfo Landim – diz respeito ao seu tempo de sócio. O texto do estatuto diz apenas que os candidatos devem ter “cinco anos seguidos de vida associativa”., o que dá margem a várias interpretações. As mais estritas dizem isso se refere ficar os últimos cinco anos sem atrasar mensalidades, conforme se baseiam os conselheiros que entraram com recurso para impugnar a participação dele.

Vasconcellos tinha um título patrimonial, mas ficou mais de 20 anos sem pagar. Há três anos comprou um título de sócio proprietário e depois foi anistiado do título antigo. Somou os tempos dos dois títulos e diz que tem mais de cinco. Argumenta também que poderia ter sido suspenso pelo estatuto e como a diretoria não o puniu, o tempo de vida associativa deve ser contado integralmente.

Landim somou os tempos de sócio honorário e sócio proprietário, que comprou há um ano, para chegar aos cinco anos.

A contestação á candidatura de Vasconcellos, um dos candidatos que recebe mais apoios nos foruns e blogs de torcedores do Rubro-Negro, contraria a tradição das disputas eleitorais do clube de cordialidade entre os candidatos.

De Prima procurou Vasconcellos, mas sua assessoria disse que ele se manifestará por mio de um comunicado público.



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