Leia o documento do grupo Vitória sobre as eleições 2012 do Flamengo



Evidentemente que quando se pensa ou se fala em Flamengo, se fala ou se pensa com paixão, e não poderia deixar de ser assim, pois se trata de algo que diz respeito às coisas do coração, aí é difícil conter a emoção e, via de consequência, a razão que prevalece é a razão do coração. Certamente comprometida.

A nação rubro-negra é gerada e cultivada na glória do desporto, na emoção das vitórias e, até mesmo na dor das derrotas que, sem qualquer sombra de dúvida serviram como verdadeira alavanca para nos lançar em novas e maiores conquistas.

Ocorre que o Flamengo vive há mais de um século sendo administrada de forma amadora. Sua gestão é antiquada e, por vezes, mais do que “não profissional” ela é “anti-profissional”. No entanto, devemos considerar que, apesar disso, na realização dos sonhos de seus torcedores, no campo das conquistas desportivas e dentro de uma visão imediatista por muito tempo,
deu certo.

O mundo, no entanto, mudou e a gestão amadorística não pode mais ser admitida, mantê-la é colocar em risco a própria esperança do futuro de glória que nós, os rubro-negros de hoje, temos a obrigação de defender e preservar em respeito a tudo o que foi realizado por aqueles que nos antecederam.

O Flamengo está a exigir de cada um que abdique, que deixe de lado qualquer projeto de ordem pessoal e se empenhe, não apenas em mudar pessoas, mas em mudar a maneira de pensar e de gerir tudo o que diga respeito ao clube.

Há urgente necessidade que o clube seja dirigido profissionalmente, o que não quer dizer que, necessariamente, o transformemos em empresa, mas sim que seja dirigido, gerido como se uma fosse, pois aquela exige resultados e só com eles sobrevive.

As boas intenções, e a simples dedicação, por si só não são mais suficientes; há que se exigir em todos os setores competência profissional e julgamento meritocrático. O modelo que estamos vivendo não pode mais prevalecer, está
superado.

As palavras de ordem a serem adotadas como lema são, competência e responsabilidade, e isto só se pode obter pela via da gestão profissional que é aquela na qual se deixa de lado o apadrinhamento e as preferências pessoais para se dar valor à impessoalidade e à competência profissional.

É o que fazem os grandes clubes do mundo, e até o que já estão fazendo alguns deste nosso país que, por isso, se tornam cada vez maiores enquanto outros se apequenam pela forma como estão sendo geridos.

É o caso do Flamengo.

A hora da transformação é agora, o momento da mudança do modelo é agora.

O Grupo VITÓRIA, desde 2009, busca atuar no Clube dentro do entendimento de que o Futebol e demais esportes, inclusive o Remo, atravessam uma transição tão relevante quanto aquela ocorrida na primeira metade do século passado, do amadorismo ao profissionalismo de seus atletas.

Assim, os esportes consolidam-se, hoje, como um dos setores mais dinâmicos da economia mundial, o maior insumo de mídia, tudo acelerado pela proximidade da Copa do Mundo no Brasil, e as Olimpíadas do Rio.

Tal cenário impõe ao Clube uma urgente e profunda, já tardia, revisão estrutural da sua organização, seus métodos de gestão, enfim de sua governança, em sentido amplo.

Desde logo, percebe-se que todas as tentativas de reforma do estatuto esbarraram sempre na dificuldade própria de todas as reformas Constitucionais, sem uma constituinte que lhe corresponda.

De tal sorte, até por compreender que muitas mudanças podem ocorrer a partir de uma melhor interpretação da letra do atual regramento, e ainda com um número mínimo de reformas pontuais poderemos chegar a consolidar as alterações mais dramáticas.

Neste sentido a Lei de Acesso à Informação e a Lei de Responsabilidade Fiscal, duas normas do setor público, entre nós pode reproduzir o bom resultado de lá, desde que adaptadas para nossa realidade com o objetivo de garantir transparência e controle orçamentário à gestão do clube.

Quanto ao Acesso à Informação, adotar no Clube que todo contrato firmado deve ser obrigatória e imediatamente registrado, em órgão a ser criado, autorizado a expedir certidão dos mesmos a todos os conselheiros interessados, junto à Secretaria dos Conselhos, sob supervisão da Assembléia Geral, e sem nenhum outro caráter que não, exclusivamente, de registro e transparência, para que o mesmo possa ter eficácia.

No que tange às Normas de Responsabilidade Orçamentária, desrespeitada uma data limite para que o Presidente submeta ao Conselho de Administração proposta orçamentária para o exercício seguinte, com penalidades associadas por descumprimento.

Da mesma forma, seriam definidas penalidades ao Presidente caso o Conselho Diretor não submeta o acompanhamento do Fluxo de Caixa orçado, até o décimo quinto dia do mês subsequente.

Entendemos, ademais, seja imperativo que a estrutura executiva seja toda profissionalizada, de imediato, e ocupada por executivos contratados no mercado e com salários compatíveis, com pelo menos um Diretor de Futebol, um Diretor de Esportes, um Diretor de Remo, um Diretor de Planejamento/Controle/Finanças, um Diretor de Marketing e Negócios ademais de um Administrativo e Sede, todos estes subordinados a um Diretor Geral.

O corpo executivo deve ter como meta nos próximos orçamentos que sua execução contemple, ao menos, geração líquida de caixa suficiente para reduzir nosso endividamento à patamares saudáveis nos próximos anos.

A captação de recursos, incentivados ou não, e parcerias de capital devem gerar recursos para investimentos.

No plano das eleições 2012, o VITÓRIA pode ter candidato próprio ou mesmo apoiar algum outro que se apresente como mais indicado para conduzir tais mudanças e outras, ademais de evidente capacidade de gestão e densidade política para empolgar a nação.

Adicionalmente, o VITÓRIA também concentrará sua atuação no plano dos órgãos colegiados, podendo vir a integrar suas mesas e comissões, de ordem a assegurar a consolidação destas premissas.

Saudações Rubro Negras,

Walter D’Agostino – Coordenador



  • Ronaldo Bonfim

    CHAPA AZUL NELES, UMA VEZ FLAMENGO SEMPRE FLAMENGO!!!

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