“Onde Marcio Braga estiver, eu estarei na outra ponta”, diz Hélio Ferraz



O vice-presidente do Flamengo, Hélio Ferraz, declarou ontem rompimento com o ex-presidente Marcio Braga.

– Onde o Marcio estiver, eu estarei na outra ponta – declarou, um dia depois de voltar da Euopa onde ficou um mês em férias, viajando com a família.

Ferraz, que também já foi presidente do clube (2002-03), afirma que Braga jamais poderia ser o líder de um processo de transformação no clube. Na semana passada, Braga organizou um ato da oposição num teatro da zona sul do Rio. Nesta semana, vai receber em casa um grupo de empresários e executivos torcedores do clube, que foram batizados de “Executivos Rubro-Negros”. É contra essa posição de liderança que Ferraz se rebelou.

– Nos últimos 40 anos, ele esteve no poder em 25, seja como presidente, seja como presidente do Conselho Delibertaivo. Se queria fazer reformas por que não fez quando teve a chance?
Desde 1977 Braga foi presidente do Flamengo por 14 anos, em 1977-80, 87-88, 91-92 e 2004-09.

Segundo Ferraz, Braga é o responsável pela criação de várias das estruturas políticas que hoje acusa de amarrarem o clube. De fato, quando era presidente, em 1991, Braga comandou a aprovação do atual estatuto, que criou a estrutura de poder mais complexa entre todos os clubes do país. Para muitos conselheiros, o atual estatuto deixou o clube ingovernvável.
Braga não assume algum erro, mas afirma que a carta maior do clube está “obsoleta”.

A posição de Ferraz deve provocar um racha num dos grupos políticos mais recentes do clube. O Vitória, criado em 2011, do qual ele faz parte, juntamente com os presidentes do Conselho Deliberativo, Sylvio Capanema, e de Administração, Maurício Gomes de Mattos, e alguns dos agora Executivos Rubro-Negros, nasceu para procurar soluções para o clube.

A decisão de Ferraz fortalece a presidente Patrícia Amorim. O vice era considerado por situação e oposição uma espécie de fiel da balança.
Nos últimos meses, Ferraz vem dançando um tango político com Patrícia, numa dança cheia de movimentos de aproximação e distanciamento, sempre ameaçando ir para a oposição. Sua demora em decidir

Mas até a semana passada, a oposição “unida” contava com ele para a eleição de dezembro.



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