A Xepa do São Paulo em Chapecó



Foto: Rubens Chiri

O São Paulo encerra sua participação no Brasileirão 2018 em ritmo de fim de feira. Em partida que ambas equipes se arrastaram em campo, provocando sonolência, a Chapecoense, com dois jogadores impedidos, fez 1 a 0, decretando a vitória e a permanência da equipe na série A. Não há muito o que dizer de uma partida tão insípida. O melhor é analisar a xepa que foi o São Paulo nas disputas finais e tentar imaginar o que vem pela frente.

+ Acompanhe o Crônicas no Morumbi no Facebook
+ Leia também os blogs do Lance: Gol de Canela | Papo de Boleiro

O São Paulo entrou em campo (apenas entrou, mas não jogou), com Jean; Araruna, Arboleda, Bruno Alves e Edimar (Igor Gomes); Hudson, Liziero, Nene (Shaylon) e Helinho; Diego Souza (Brenner) e Everton.

A chegada de Jardine, sob a velha e muito discutível tática do fato novo imposto pela diretoria, não funcionou. Nem baixando os preços a mercadoria teve saída.

O São Paulo, mesmo com o Grêmio patinando ao empatar com o Vitória, quando dependeu de si mesmo não teve voz suficiente para vender seu produto e classificar-se diretamente na Libertadores.

Na xepa que foi o futebol Tricolor, com a derrota, em mais uma baciada de descaminhos do São Paulo no segundo turno, sob o comando de Jardine, o Tricolor piorou, contabilizando uma vitória, dois empates e duas derrotas.

Nesse feira livre que se tornou o São Paulo, sem dúvida, muitas frutas podres interferiram na barraca de Aguirre que, mesmo extraindo o melhor de uma lavoura de mediana para ruim, caiu no balaio comum das decisões do futebol brasileiro, em que a “mudança” surge como a esperança.

As cinco últimas partidas do São Paulo no Brasileirão dimensionaram na mente dos torcedores o abacaxi que será enfrentar, com esse time e essa postura, uma Libertadores da América.

Em 10 anos, sempre é pertinente ressaltar, o São Paulo conquistou apenas um título, em 2012, na Sul-Americana. De 2013 para cá, considerando os 12 maiores clubes do Brasil, nos últimos cinco anos, o São Paulo está ao lado do Fluminense, ambos não vencendo, sequer um Estadual. Aliás, Quando o assunto é Paulistão, o São Paulo não vence desde 2005.

Sem dinheiro e no final da fila, como o São Paulo vai ao mercado para reforçar o time para a temporada 2019? Em 2018 o clube foi ao mercado com R$ 70 milhões e voltou com o que na sacola? Dinheiro e planejamento e escolhas certas evitam produtos em excesso, outros com pouco prazo de validade e outros passados.

O torcedor do São Paulo, que deu a maior demonstração de amor ao clube em 2017, lotando o Morumbi e empurrando o time contra o rebaixamento; depois  mantendo média de público em grande parte do Brasileirão deste ano, demonstra agora estar cansado de chupar limões frente ao que se vê dentro de campo.

O apito final do juiz selou o fim da temporada. O São Paulo desmonta a barraca, mais um ano, com um monte de mercadorias e sonhos encalhados.



MaisRecentes

Nández e o senso de comprometimento no futebol



Continue Lendo

Final da Libertadores: partida deveria ser disputada na Argentina



Continue Lendo

Ricardo Rocha e Lugano fora do SPFC



Continue Lendo