A venda de David Neres e a eterna crise financeira



Nos últimos 7 anos, o SPFC vendeu vários jogadores por preços altíssimos e a dívida está entre R$ 300 milhões

Os clubes brasileiros, salvo raras exceções, estão quebrados. Só não fecham as portas, porque ainda se arvoram em empréstimos bancários com garantias de passes de jogadores e outros acordos, que vão injetando dinheiro e proporcionando sobrevida.

Com quase R$ 300 milhões em dívidas, eis que o Ajax da Holanda colocou sobre a mesa do Tricolor uma proposta que ultrapassou os R$ 50 milhões pelo passe do garoto David Neres. E, convenhamos, não é toda hora que aparece, R$ 50 milhões por uma promessa.

Se por um lado os clubes dependem cada vez mais da base para formar seus elencos, considerando a condição financeiras, o cenário de crise no país, a escassez de vultuosos patrocinadores, sem dúvida, não dá para recusar tamanha oferta.

O valor pago por David Neres representa praticamente 17% da dívida do São Paulo. Parece pouco, mas há que se ressaltar que são 17% de R$ 300 milhões. É muito!

Por mais que os românticos critiquem, fato é que futebol é receita e a venda de Neres é inevitável.

O que os românticos e pragmáticos po dem questionar é sobre o montante de dinheiro que o São Paulo arrecadou nos últimos 7 anos e mesmo assim apresenta dívidas de R$ 300 milhões.Só para citar um caso: em, 2012, Lucas foi vendido para o PSG por R$ 108,3 milhões.

Se somarmos toda a grana de Lucas e Neres chegamos à cifra de R$ 158 milhões, ou seja, mais de R$ 50% da dívida do SPFC.

Se ampliarmos a lente, ainda temos a grana de Denílson (R$ 10 mi / Al Wahda), o volante Souza (R$ 27 mi / Fenerbahce), dentre tantos outros.

Vender Neres, nesses termos, é mais do que um bom negócio. É uma necessidade. Com uma boa safra na base, há perspectiva para reposição. Tudo se encaixa, só não pode o SPFC vender, vender, vender e ver sua dívida estagnada ou ampliada.



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