Temporada acaba em junho e São Paulo estoca vento para 2018



Segundo a Coletiva de Ceni, a conversa com a diretoria já previa a possibilidade de um ano perdido em nome da reconstrução

Segundo a Coletiva de Ceni, a conversa com a diretoria já previa a possibilidade de um ano perdido em nome da reconstrução

O São Paulo sucumbiu no Paulista, na Copa do Brasil e na Sul-Americana. O primeiro semestre encerrou-se depois da derrota e eliminação vexatória para o Defensa y Justicia. Depois das quedas, só restou juntar os cacos e organizar-se para a disputa do Brasileirão, único torneio que ficou na folhinha de calendário fixada nos portões do Morumbi.

Verdade que, em meio a tantos problemas na formação do elenco, saídas e chegadas, mesmo o torcedor mais fanático não ansiava por um título. Contentar-se-ia com uma vaga na Libertadores. Porém, não imaginava que um outro impasse ainda estaria por vir.

Passadas 10 rodadas e somando apenas 11 pontos de 30 disputados, um tento à frente do Bahia, os problemas do São Paulo parecem não ter fim. O time está colado na zona de rebaixamento, pratica um futebol para inglês ver e tem diante de si uma perspectiva nada favorável para as duas próximas rodadas, quando terá de enfrentar o Flamengo, no Rio; e o Santos, na Vila.

Ainda mais assustador que o empate contra o Fluminense, no Morumbi, foi a declaração de Rogério Ceni, durante a coletiva, alegando que, em conversas com a diretoria, o planejamento para 2017 era fortalecer os cofres do clube e preparar uma equipe para 2018.

Observe a transcrição do trecho da coletiva em que Ceni transfere 2017 para 2018: “Em janeiro, me explicaram as dificuldades financeiras e vem sendo um grande desafio. Vim para fazer um primeiro ano com muita dificuldade, mas para melhorar a condição financeira, promovendo garotos. Tinha como objetivo o título paulista, que não veio, e, nos pontos corridos, esperava posição melhor. Mas tenho ainda muita confiança de que faremos um São Paulo com uma temporada próxima muito melhor. Espero estar aqui no ano que vem. Claro que a decisão não passa por mim, mas acredito muito que faremos um ano de 2018 como programei, sem deixar de lutar agora, porque 2018 depende de 2017.”

É, no mínimo, curiosa a premissa de projetar 2018 sendo que 2017, em tese, não acabou, o time segue ladeira abaixo, rumo à zona de rebaixamento,  apresentando um futebol muito questionável quanto aos padrões táticos, que começou o ano em uma formação e depois mutou-se conforme alterações no elenco e posicionamentos da comissão técnica. Precisa-se compreende que o futuro é passado no presente.

Assim, pensar 2018, no atual contexto, é como planejar estocar vento. O problema é que, quem planta vento, pode colher tempestade.



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