SPFC x Palmeiras: um Sr. zero a zero



Foto Rubens Chiri

Nem todo jogo com gols é bom, assim como nem todo zero a zero é ruim. São Paulo e Palmeiras ficaram no zero, no entanto, foi um jogão. As duas equipes, cada uma dentro de suas características, disputaram o jogo. O São Paulo, da molecada, foi para cima, apresentou um futebol mais vistoso; do outro lado, o Palmeiras, apostando nos contra-ataques, quando chegava, era até mais perigoso.

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Foi uma partida bem diferente daquele São Paulo e Palmeiras, no Pacaembu, em que foi dose para mamute dormir, quando ambas equipes praticamente se negaram a disputar.

Mancini não se intimidou com o poderio palmeirense e manteve a escalação do São Paulo com a molecada da base.

Entrou com Volpi, Hudson (novamente improvisado na lateral-direita e novamente jogou demais), Bruno Alves, Anderson Martins (jogou bem e cedeu lugar, por contusão, a Arboleda) e Reinaldo.

No meio, o eixo descoberto por Mancini, que alterou completamente a forma do Tricolor jogar com Luan, Liziero e Igor Gomes.

Liziero merece um parágrafo inteiro, pois jogou absurdamente: marcou com eficiência, foi o articulador das jogadas no meio-campo, foi à linha de fundo cruzar e não era raro vê-lo cobrindo a marcação na ala esquerda. Se o meio-campo representa a mudança no jeito de jogar de São Paulo, essa mudança tem o nome de Liziero.

No ataque, Antony (que não tremeu e partiu para cima, como antigo ponteiro, infernando o adversário), Everton Felipe (fez outra boa partida) e Pablo, que anda sumido.

No São Paulo, antes do início da partida, o grande questionamento era: – Uma coisa é melhorar contra o Ituano; outra, bem diferente, é encarar o poderoso elenco do Palmeiras. E o que se viu é que o São Paulo Made in Cotia não afinou para o Palmeiras, jogou de igual para igual.

Aos 37/1T, Dudu avançou na área, Reinaldo ficou na marcação e o árbitro marcou pênalti, alegando carga do lateral tricolor. Vinicius Furlan recorreu ao VAR e bem anulou a penalidade. O ponto ruim foi a demora. Deveria de cara consultar o árbitro-eletrônico.

No segundo tempo, a partida caiu na velocidade, mas seguiu intensa. O Palmeiras se soltou um pouco, obrigando Volpi a fazer boas defesas.

O empate em zero penalizou uma grande partida, dessas raras de se ver no futebol brasileiro, mas foi um jogo digno da história de São Paulo e Palmeiras.

Agora o São Paulo, que caiu na Libertadores para o Talleres, tem a semana livre para treinar, já sob comando de Cuca, que recebe o bastão de Mancini, que depois de quebrar a cabeça, conseguiu formar um São Paulo competitivo e desempenhando um bom futebol.

A segunda, e decisiva, partida do Choque-Rei acontecerá no próximo domingo, 7 de abril, às 16 horas, no Allianz, casa do Palmeiras, onde o Verdão, de sete partidas contra o Tricolor, venceu todas.



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