SPFC: Queimar Diego Souza é imbecilidade



A escassez de títulos provoca delírios ainda maiores nos corações dos torcedores, que nesses tempos de futebol modernet, querem uma solução imediatista para tudo.

A mais nova vítima do comportamento mimado recai sobre Diego Souza, que depois de perder um pênalti na semifinal para o Corinthians, transformou-se na razão de todos os males no São Paulo. E não é.

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Diegou Souza é um jogador acima da média para os padrões do combalido futebol brasileiro. Considerando o também combalido São Paulo, que tenta se reerguer para não se apequenar, o meia-atacante é ainda mais importante.

O problema, de fato, é que ele não se encontrou no Tricolor. A ideia de jogar como um falso 9 não vingou. É preciso reconhecer e buscar uma outra alternativa para o seu posicionamento na equipe, missão esta de Aguirre, no comando do São Paulo há menos de 15 dias.

Descartá-lo, como como um Zé das Couves qualquer, é pura imbecilidade. Diego Souza disputou apenas 16 jogos com a camisa do São Paulo, marcou 3 gols em 989 minutos dentro de campo.

O torcedor, sedento por conquistas e movido pelo coração, esquece que antes de Diego Souza o São Paulo contou com Gilberto, Getterson (que foi dispensado antes de jogar), Kieza (que dispensou o SPFC), dentre outros bem abaixo do futebol de Diego Souza. Verdade é que o Tricolor não está em condições de se dar ao luxo de dispensar um Diego Souza.

É muito pouco tempo. Para uma torcida que já teve paciência com Thomaz, Jonathan Gomez e Cia. Limitadíssima, então, a intolerância burra fica maior.

Mesmo que altamente questionável pagar R$ 10 milhões por Diego Souza, com 32 anos, não se pode cometer a imbecilidade imediatista de queimar um jogador que mal chegou ao clube e que pode render muito dentro de campo.

No futebol, e na vida, as coisas não acontecem no tempo em que desejamos. Esse comportamento mimado há de ser repelido, porque, caso contrário, o São Paulo permanecerá em um ciclo de ruínas, de constrói e destrói, contrata e descarta, à espera de uma solução imediatista que, salvo raríssimas exceções, não existe.



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