SPFC passa pelo PSTC



Cícero fez 3 e mostra a importância dos "volantes" no formação tática do São Paulo (foto Chiri)

Cícero fez 3 e mostra a importância dos "volantes" no formação tática do São Paulo (foto Chiri)

O São Paulo fez 4 a 2 no PSTC e avançou à terceira fase da Copa do Brasil, onde enfrentará o ABC-RN. O resumo da partida seria assim, simples, em uma linha, não fosse o Tricolor ofensivo de Rogério Ceni que estivesse em campo.

O Tricolor manteve seus conceitos. Partiu para cima do PTSC, em busca do gol. Aos 12/1T, cobrança de falta. Cueva lançou na área e Marcão, do PSTC, de cabeça, quase fez contra. Escanteio.

Na sequência, 13/1T, Luiz Araújo cobrou, a bola atravessou toda área, Rodrigo Caio enfiou a cabeça, o goleiro Juninho espalmou para o alto, mas a bola ficou viva na área, na medida para Cícero, praticamente embaixo do travessão, dar um toquinho e abrir o placar.

A tática de abafa na saída de bola do adversário, ou marcação alta, como se diz no glossário moderno do futebol, dera certo. Mas os roteiros das partidas do São Paulo são como aqueles filmes em que acontecem várias reviravoltas.

Com 1 a 0, quando tudo parecia que o Tricolor iria se expandir, eis que logo na saída de bola do PSTC, aos 14/1T, Carlos Henrique conduziu a bola pelo meio, livre, passou no meio de 4 jogadores do São Paulo, e abriu para Lucão na esquerda, nas costas de Bruno. O atacante do clube paranaense invadiu, bateu cruzado e empatou a partida.

O primeiro gol do PSTC ilustra perfeitamente que o desequilíbrio do São Paulo na recomposição e marcação, que não se resume à defesa. O atacante Carlos Henrique percorreu todo o meio, que teoricamente deveria estar sob marcação de Thiago Mendes, Cícero e, mais atrás, João Schmidt.

O São Paulo sentiu. Afinal, era a jogada a ser combatida, que já acontecera em diversas partidas. Por outro lado, o PSTC se fechou.

A movimentação de bola do São Paulo ficou mais difícil, mas o Tricolor foi, gradativamente, novamente impondo seu jogo. Aos 29/1T, Luiz Araújo quase marcou, em chute de fora da área, que Juninho espalmou.

Aos 35/1T, golaço do São Paulo. A jogada começou na entrada da grande área. Cícero tocou para Cueva, que voltou para Cícero, que tocou Thiago Mendes, que encontrou Cícero já avançado, que tocou para Pratto, já dentro da grande área, no pivô, que girou e deu um passe milimétrico para Cícero, que saiu na cara do gol. Golaço, de jogada construída, de pé em pé.

O Tricolor tranquilizou-se. Cresceu. Cinco minutos depois, aos 40/1T, Júnior Tavares, que fez boa partida, avançou pela esquerda, tocou para Cueva. O peruano deu um passe de “calcanhar” e projetou Tavares na linha de fundo. O lateral do São Paulo tomou um rapa do zagueiro. Pênalti.

Cueva bateu, Juninho quase pegou, mas a bola entrou. O São Paulo abre 3 a 1, restando poucos minutos para encerrar o primeiro tempo. Dois gols de vantagem: tranquilidade? Não…

Aos 44 minutos e 30 segundos. O zagueirão Marcão, do PSTC, fez um lançamento longo em direção à ponta direita, Paulinho dominou, cruzou na área, pegou a defesa desarrumada. A bola chega na área entre Breno e Bruno, que toca e dá rebote, no jeito para Carlos Henrique enfiar o pé, fazer o segundo do PSTC e retomar a pressão para o segundo tempo.

Na segunda etapa, o PSTC, abriu mais o jogo. Tirou o terceiro zagueiro e avançando mais a equipe. O São Paulo também avançou Thiago Mendes e Cícero, enquanto Cueva ora estava ano meio articulando jogadas, ora estava caindo pelas duas pontas.

À medida em que o tempo passava, o PSTC, aparentemente com as pernas pesadas, deixava mais espaços para o São Paulo. Como no lance do quarto gol do São Paulo (terceiro de Cícero), aos 26/2T. Agora a vez da pane foi no PSTC, que deixou Cícero livre, na entrada da grande área, livre, para receber, ajeitar, olhar e bater no canto esquerdo de Juninho. 4 a 2, chance do Tricolor respirar.

Novamente com margem de 2 gols no placar e com os minutos já passando a metade do segundo tempo, Rogério Ceni, aos 28/2T, substituiu João Schmidt por Araruna.

O garoto Araruna merece destaque: entrou com a função de ajudar na marcação pela esquerda, junto com Júnior Tavares. Mas, bom jogador que é, não se limitou a ficar cercando o adversário. Marcou com precisão, roubou a bola e fez várias jogadas com Tavares em que se projetou ao ataque. Ainda teve chance de marcar um gol, quando saiu cara a cara com o goleiro, mas a bola foi um pouco forte do lançamento.

Evidente que muita coisa pode acontecer, mas Araruna aparece como uma excelente opção. Poderá vir a ser um jogador para dar mais consistência na marcação do meio-campo Tricolor.

Depois do quarto gol o São Paulo administrou o placar e avança à terceira fase da Copa do Brasil, onde pegará o ABC do Rio Grande do Norte, em sistema de duas partidas.



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