SPFC 2 x 0 CRB: Dorival mudou, São Paulo melhorou



foto Rubens Chiri

Oh! Não foi uma partida de encher os olhos do torcedor, porém, considerando as últimas apresentações canhestras, ontem à noite, no Morumbi, em partida válida pela Copa do Brasil, o São Paulo, venceu por 2 a 0 o CRB, e evoluiu. A evolução se mostrou na forma de um time mais veloz, triangulações pelas pontas e mais criativo na construção de jogadas.

O Tricolor entrou em campo formado por Jean (que entrou de última hora devido uma contusão de Sidão, no vestiário), Militão, Rodrigo Caio, Arboleda e Reinaldo. No meio, Petros, Hudson e Cueva. Na frente, Marcos Guilherme, Brenner e Valdívia.

Dorival mudou, o São Paulo melhorou. A melhora teve sim a interferência positiva do técnico Dorival, que sacou Diego Souza, cedendo lugar ao ligeiro Brenner e com a saída de Nenê para a entrada de Valdívia, que não só deu mais dinâmica à equipe, como marcou um gol e jogou muita bola.

O CRB entrou completamente fechado na defesa, ainda assim, mais leve e dinâmico, o São Paulo partiu para cima e, logo aos 6/1T, depois de passe meticuloso de Cueva, Hudson invadiu a área e foi derrubado. Eis que surgiu o pênalti, no início da partida, para abrir os caminhos tricolores. Mas, como além de ajustes na equipe a zica também ronda o Morumbi, Cueva bateu para fora, perdendo o segundo pênalti seguido.

Mesmo com o revés, o São Paulo seguiu insistindo com boas jogadas articuladas nas pontas, principalmente por meio da ala esquerda do CRB, verdadeira avenida no primeiro tempo. Em vários momentos a equipe conseguiu triangular e construir jogadas na linha de fundo.

No meio, Hudson jogou uma barbaridade. Não só deu mais dinamismo ao time como ficou ainda mais clarividente Jucilei deixa o time mais pesado. Hudson marcou o meio, passou com precisão e chegou ao ataque.

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Quando tudo indicava que o ferrolho alagoano funcionaria e o primeiro tempo terminaria em zero, Militão, que jogou muita bola também, invadiu a linha de fundo pela direita, cruzou e a bola encontrou Valdívia, dentro da grande área, para bater e romper o zero e a zica do placar.

A vantagem no placar deu mais tranquilidade ao São Paulo. Seis minutos depois do gol, aos 40/1T, veio o segundo, novamente com a participação de Militão. A bola saiu da defesa em lançamento longo para o lateral, que avançou com velocidade pela direita, encontrou Cueva no meio, que enfiou uma bola perfeita para a projeção de Militão que já chegou batendo para estufar as redes. Belo gol construído, percorrendo os três setores do campo.

No segundo tempo, o São Paulo voltou no mesmo ritmo rápido, com boas transições, mas depois caiu de produção quando Dorival colocou Nene no lugar de Marcos Guilherme, Nene para saída de Brenner e Paulinho por Cueva. O time caiu de rendimento.

O CRB cresceu, chegou quase a marcar em jogada única, de linha de fundo, em que a bola atravessou toda pequena área e o centroavante Neto não chegou a tempo para concluir. Mas foi só. No mais, domínio total do São Paulo.

O adversário é fraco, mas o São Paulo fez o que se esperava de um time com maior e com mais tradição. Impôs-se na partida, ditou o ritmo, venceu por 2 que poderiam ter sido 3, 4 até 5 a 0.

A maior dinâmica, velocidade e construção de jogadas passaram, necessariamente, pelas atuações de Valdívia, Cueva, Hudson e Militão. Não se trata de uma partida dos sonhos, porém, o São Paulo deu sinais de querer despertar do pesadelo de péssimas atuações. O Tricolor tem pela frente,o Linense e depois o Palmeiras, ambos pelo Paulista e fora de casa. Enfrentando praticamente equipes fracas, o verdadeiro teste, o parâmetro será contra o Palestra…



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