SPFC 1×0 Avaí: vitória simples + futebol simples = G4 na conta



Foto Rubens Chiri

Com a derrota do Corinthians para o Cruzeiro, o São Paulo precisaria de uma vitória simples sobre o Avaí, no Morumbi, para somar três pontos e consolidar-se no G4, com 46 pontos, ainda cinco atrás do Santos, o terceiro. E foi bem assim: uma vitória simples, porém, suficiente. E o futebol apresentado pelo São Paulo? Simples também. Mesmo jogando com um a mais desde os 22 do primeiro tempo, o gol nasceu de cobrança de escanteio, em que Daniel Alves cobrou e Arboleda subiu demais para meter a cabeça na bola. E por muito pouco não rolou um empate. Aos 50, cruzamento do Avaí na área, Marquinho cabeceou e a bola passou ao lado de Volpi, que estava vendido no lance.

Diniz escalou o São Paulo com Volpi, Daniel Alves, Arboleda, Bruno Alves, Leo. No meio, Luan, Liziero, Tchê Tchê e Vitor Bueno (entre o meio e o ataque). À frente, Pato e Antony.

O Tricolor entrou pilhado. Com menos de cinco minutos já havia criado várias chances, porém, a medida em que o tempo foi passando, o futebol foi esvaecendo e o Avaí, jogando em 5-4-1, segurava e apascentava o ímpeto do São Paulo.

O jogo poderia acelerar novamente quando, aos 22/1T, Brenner errou o bote e pegou o pé de Bruno Alves. Com auxílio do VAR, o atacante do Avaí foi expulso.

O São Paulo não aproveitou o fato de estar com um jogador a mais, seguiu trocando passes infinitos, até chegava na grande área, mas não conseguia furar o bloqueio avaiano.  Se no 11 a 11 em campo já estava com a posse da partida, com um a mais dominou ainda mais. No entanto, vale questionar esse domínio, que não se traduzia em gol.

Diante da inoperância da equipe em chegar com real perigo ao gol do Avaí, que além de se defender por completo ainda contava com a grande atuação do goleiro Vladimir, Diniz resolveu mudar: tirou Bruno Alves, recuou Luan para a zaga (o volante, na prática, já atua como o terceiro zagueiro quando o São Paulo não tem a bola) e colocou Igor Gomes.

O São Paulo, novamente, aumentou a pressão, porém, o gol veio de bola parada. Aos 5/2T, Daniel Alves cobrou escanteio, Arboleda subiu e meteu a cabeça na bola. Gol merecido ao zagueiro equatoriano, que completou a 100ª partida com a camisa do São Paulo e vem apresentando ótimas partidas.

Evidente que um gol tira uma geladeira das costas, mas o fato é que o São Paulo do segundo tempo jogou muito mais que na primeira etapa devido à entrada de Igor Gomes. O jovem, mais uma vez, demonstrou capacidade de desorganizar o sistema defensivo adversário, caindo por todos os lados do ataque, vindo de trás, entrando na área, ajudando no meio-campo.

Igor Gomes, há tempos, pede passagem para ser titular. Diniz acertou em deixar Hernanes no banco, mas errou ao não ter colocado Igor Gomes desde o início. Jogando no Morumbi, contra um time praticamente já rebaixado, lutando para entrar no G4, precisava mesmo entrar com três volantes, que até poderemos contar quatro, se considerarmos que Vitor Bueno entrou na esquerda, mas sem bola fechava pelo meio.

Aos 32/2T, Diniz sacou Liziero, cansado, e colocou Hernanes. Nada mudou a não ser um fôlego novo.

Com o relógio caminhando para o final, vendo a derrota entrar em campo, o Avaí se soltou e foi para o perdido por um, perdido por dez. Com mais espaço, o São Paulo criou várias chances, que também foram desperdiças. Uma, por Pato, inacreditável. O São Paulo ainda enfrenta um grave problema de finalização.

Aos 41/2T, Diniz sacou Pato e colocou Raniel, que pareceu não ter entrado.

Quando tudo parecia definido, aos 50/2T, jogando de linha de fundo ao Avaí, cruzamento na área do São Paulo, zaga desorganizada, Marquinhos entrou de cabeça e a bola passou à esquerda de Volpi, que já estava vendido no lance.

A vitória foi simples, o gol não nasceu da construção do estilo Diniz, veio de bola parada por um zagueiro, o time repete as falhas de finalização. Mesmo com uma partida abaixo do esperado, considerando o adversário e o contexto da tabela e o fator casa, o gol de Arboleda foi suficiente para o São Paulo entrar no G4.

Muito além da vitória e do G4, o São Paulo apresenta um futebol muito abaixo do elenco. Evidente que ainda é cedo, Diniz acabou de chegar, mas já tem dois desafios gigantes para elevar o patamar deste time: 1) encontrar uma forma para que o time finalize e 2) encontrar o ponto de equilíbrio entre posse de bola e dinâmica de jogo, para evitar jogos modorrentos, entediantes e inócuos como os contra Bahia e o Cruzeiro.

Que a entrada no G4 o São Paulo entre no modo-ilusão-soberano, porque o que se viu, apesar da somatória de pontos, é um futebol que necessita de muitos ajustes…



MaisRecentes

SPFC 0 x 1 Athletico-PR: outro vexame do São Paulo no Morumbi



Continue Lendo

São Paulo, em seu Mito de Sísifo, enfrenta o Athletico-PR pela vaga direta na Liberta



Continue Lendo

No Morumbi, um sofrível São Paulo cai para o Fluminense



Continue Lendo