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Crônicas do Morumbi

SPFC 1 x 1 Fluminense: sofrível empate



O São Paulo, em pleno Morumbi, sofreu para arrancar o empate contra o Fluminense que, em realidade, poderia ter voltado com três pontos para as Laranjeiras. O Tricolor Paulista não jogou bem, Sidão e Anderson Martins falharam no gol contra, mas também há que se considerar que foi a expulsão injusta de Diego Souza, aos 33/1T, influenciou o ritmo da partida.

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Sem poder contar com Nenê, Jucilei e Éverton, o São Paulo de Aguirre entrou em campo com Sidão, Bruno Peres, Anderson Martins, Bruno Alves e Edimar. No meio, Liziero, Hudson e Shaylon. No ataque, Rojas, Reinaldo e Diego Souza.

A primeira chance clara de gol foi do Fluminense, aos 11/1T, depois de bela jogada pela lateral esquerda, Ayrton Lucas avançou e cruzou na área para Jadson, que fechou o olho, enfiou o pé, mas a bola explodiu no travessão. Um gol incrivelmente perdido.

A resposta do São Paulo veio aos 17/1T. Reinaldo bateu seu “lateralmento”, mistura de lateral com cruzamento, a bola chegou à área, Bruno Alves meteu a cabeça para a defesa de Júlio César.

Outra grande oportunidade do São Paulo aos 23/1T. Shaylon cobrou o escanteio, Hudson subiu sozinho, livre, enfiou a cabeça na bola, que sai por cima.

Não era uma grande partida por ambas as equipes. O Fluminense à espreita, o São Paulo burocrático, sem criatividade.

A partida se arrastava, quando, aos 33/1T, o lance que reduziu as chances do São Paulo. Diego Souza dominou a bola, Léo chega para marcar, e o atacante paulista deixa o cotovelo, que encosta no peito do atleta do Fluminense. O árbitro, de cara, sacou o vermelho e mandou Diego para o chuveiro. Expulsão injusta, forçada. O lance não merecia mais que um amarelo.

O São Paulo ainda ameaçou em outra bola parada. Reinaldo cobrou falta, aos 39/1T, que passou perto.

Na segunda etapa, sem centroavante, logo aos 8/2T, Aguirre sacou Shaylon e colocou Trellez. Nem bem o atacante entrou, na sequência, a falha dos paulistas: Sornoza lançou/rifou uma bola ao ataque, Anderson Martins, distante da área, cabeceou recuando para Sidão, que já fora da grande área, foi pego de surpresa, o suficiente para ficarem assistindo à bola entra no gol. Falha maior de Anderson Martins, mas, considerando uma bola isolada, Sidão não tinha que avançar tanto frente a uma bola tranquila.

Aos 19/2T, tomando de um no placar, Aguirre arrisca. Sacou Edimar e colocou Régis. Rojas foi para a esquerda, Regis jogou mais avançado na direita com Bruno Peres.

O São Paulo passou a colocar um pouco mais de pressão. Nova grande chance, em outra bola parada. Reinaldo, aos 24/2T, cobrou falta no ângulo. Júlio César voou para buscar, no rebote, Hudson pegou mal para fácil encaixe do arqueiro.

O gol de empate veio aos 26/2T, quando Régis, na ponta-direita, passou por Ayrton Lucas, cruzou na área para a entrada de Tréllez, enfiar a cabeça, tirar o goleiro salvar um ponto num jogo complicado pelo futebol abaixo do que vem apresentando, o fato de jogar com um a menos numa expulsão descabida e contra a zica de um gol contra.

Da metade do segundo tempo em diante, com o jogo empatado, o São Paulo abriu em busca da vitória, em casa, ainda mais com a derrota do Flamengo para o Ceará, no Maracanã.

A pressão aumentou, mas também deu espaços para o Fluminense, que jogava com um a mais. A equipe do Rio ainda teve duas oportunidades muito claras de ampliar o placar.

Diante das circunstâncias e, ressalto, do baixo futebol apresentado pelo São Paulo antes da expulsão, um ponto nessa briga de foices que é o Brasileirão, acaba de bom tamanho para ambas as equipes.

No entanto, no contexto da tabela, não há como não dizer que o São Paulo perdeu uma ótima oportunidade de ampliar a vantagem na liderança.

A expulsão teve peso, porém, o São Paulo não pode justificar o futebol muito ruim que foi apresentado. Não pode ser utilizada para tirar o foco da discussão.

Se houve um ponto bom no empate, é a nova entrada de Régis, jogando bem, decidindo e superando a vida, depois de gesto nobre da diretoria e da comissão técnica.



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Autor

Ricardo Flaitt

Ricardo é jornalista e escritor. O futebol tabelou com sua vida quando chegaram as primeiras imagens do pai torcendo e sofrendo por um clube. O que era incompreensível nos primeiros anos, com o passar do tempo, compreendeu que o futebol era muito mais complexo que um simples correr atrás bola. Mas, quando assistiu ao primeiro vídeo de Garrincha, então, reavaliou todos os seus conceitos sobre o futebol, e a vida. Deparou-se com o imprevisível. Segue na busca de um ponto de partida, no sentido de compreender o futebol a partir do preceito de Nelson Rodrigues de que “em futebol, o pior cego é o que só vê a bola”.

flaitt.ricardo@gmail.com

@ricardo_flaitt