SPFC 1 x 0 Corinthians: Majestoso coroou quem buscou disputar a partida



Não fosse o gol de Reinaldo, que deu a vitória do Tricolor, o Majestoso seria uma coroa de um rei brancaleônico, considerando o futebol apresentado na maior parte do tempo. Fato é que o São Paulo foi o único que buscou o jogo. Nesse novo universos dos números, uma curiosidade: o percentual de bola rolando foi altíssimo, mas, principalmente no primeiro tempo, a partida foi insossa.

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Diniz colocou em campo Volpi, Igor Vinícius, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo. No meio, Luan (que sem a bola fechava uma linha na zaga e era responsável pela saída), Hernanes, Liziero, Tchê Tchê pela direita, Vitor Bueno pela esquerda. À frente, Pato.

Vale destacar a partidaça realizada por Igor Vinícius, que jogou uma enormidade, defendendo e apoiando como um ponta. Em muitos momentos do primeiro tempo, foi o lateral direito quem impulsionava o time. Vitor Bueno foi outro que jogou demais: pelo meio, caindo pela esquerda, não só armou a equipe, contribuiu na marcação, mas também fechava na diagonal para o meio e chegava à linha de fundo, a ponto de, no início do segundo tempo, bater uma bola que rolou no travessão de Cássio.

O primeiro tempo se resumiu a um São Paulo que girava, girava, girava a bola no sistema Diniz e quando avançava tentava, equivocadamente, pelo meio completamente congestionado do Corinthians que chegava a formar até linha de 5 na defesa quando não estava com a bola.

Além do toque de bola, um ponto chamou a atenção: o São Paulo de Diniz, diferente dos outros técnicos, bate muito de fora da área. Em uma dessas, aos 16’50/1T, Reinaldo viu uma clareira, enfiou o pé e viu a bola explodir na trave esquerda de Cássio.

A chance mais próxima do Corinthians marcar foi aos 32/1T, Vagner Love enfiou uma bolaça para Clayson, de frente para a meta, cortou para a esquerda, Volpi saiu no abafa, o corintiano fintou o goleiro, mas a bola ultrapassou a linha de fundo.

O São Paulo, que na primeira etapa além de insistir pelo meio, também era lento, no segundo tempo abriu mais o jogo e conseguiu colocar mais dinâmica, com isso vieram várias chances de gol.

A insistência foi recompensada: Liziero roubou uma bola no meio, abriu para Vitor Bueno que conduziu pela ponta, fechou na diagonal, encontrou Hernanes no meio, o capitão tricolor, que pouco fazia na partida, deu um toque magistral que deixou Pato e Vitor Bueno na cara de Cássio. Quando Bueno armou a bica, Manoel chegou por trás e cometeu o pênalti.

Reinaldo, outro que fez grande partida, bateu de chapa, no canto esquerdo para abrir o placar.

Perdendo por um, o Corinthians saiu do seu sistema retranca-retranca e abriu mais o jogo, mas parava no meio-campo e na defesa Tricolor. Com mais espaço, novas chances para o Tricolor, que poderia ter terminado a partida com dois gols. Aos 40/2T, Liziero roubou a bola no meio, abriu para Igor Gomes na esquerda, mas o jovem bateu na rede pelo lado de fora.

Com o cronômetro avançado, o Tricolor ativou o modo Fernando Diniz e trocou passes até terminar a partida.

Não foi um grande jogo, mas, sem dúvida, considerando as circunstâncias do São Paulo, foi uma coroação para Fernando Diniz vencer um clássico com tanta história. Vitórias do São Paulo sobre o arquirrival sempre dão fôlego para a sequência de trabalhos. Para um trabalho tão interessante quanto ao de Diniz, a vitória foi essencial.



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