SPFC 1 x 0 Bragantino: a derrota da vitória



Gostem ou não, verdade é que Sidão, há tempos, vem salvando o SPFC

Quando o assunto é futebol, brasileiro só pensa no resultado final, os números estampados no placar, correto? Errado. Brasileiro gosta de ver seu time jogar bola. Maior prova é a seleção de 82, que perdeu, porém, tornou-se inesquecível na memória futebolística da nação. Ontem, no Morumbi, pela 6ª rodada do Campeonato Paulista 2018, o São Paulo venceu o Bragantino por 1 a 0, jogando mal e, mais uma vez, saiu vaiado pela torcida. Não fosse mais uma ótima atuação de Sidão, poderia ter encerrado a noite com um empate.

O gol do São Paulo veio logo no início, em pênalti sofrido aos 3 minutos e cobrado aos 6 por Nenê. Tudo indicava uma vitória ampla contra o fraco Bragantino, no entanto, o que se viu nos quase 90 minutos sequentes foi um futebol desconexo entre as linhas, um time com grandes problemas de posicionamento na defesa e um ataque com imensas dificuldades de finalização.

Dorival escalou o Tricolor com: Sidão, Militão, Bruno Alves, Rodrigo Caio e Reinaldo. Jucilei, Petros no centro do campo. Nenê, Cueva movimentando-se entre o meio e as pontas, Marcos Guilherme atuando na direita e Diego Souza fixo na região grande área.

A equipe até que apresentou, no primeiro tempo, maior mobilidade no meio campo, antes estático, com as constantes variações de posições de Cueva e Nenê. A posse de bola do São Paulo, ao final da partida, foi de 62% para o São Paulo, estatística que se repete a cada rodada, e reafirma-se como uma posse inútil, uma vez que a equipe não consegue transformar o volume de jogo em gols. Muitas vezes esse volume de jogo se constitui por meio de passes entre a defesa e o meio campo.

De fato, o Tricolor, no primeiro tempo, movimentou mais, porém o time não criou mais. A dinâmica maior não se converteu em criatividade para que as bolas chegassem ao ataque. Com isso, Diego Souza, em mais uma partida, sofreu para receber a bola. Em alguns momentos, correria sem pontaria.

Se contra o Botafogo-SP o primeiro tempo foi desastroso, a queda de rendimento, contra o Bragantino o time caiu vertiginosamente e fisicamente na segunda etapa. Com o São Paulo arrastando-se em campo, com problemas na recomposição e com as pernas pesadas, o Bragantino cresceu na partida e teve três grandes oportunidades para marcar. Só não empatou, e até mesmo virou o placar, graças às defesas de Sidão.

Dorival, no segundo tempo, diante de um time sob pressão do Bragantino, tirou Nenê para Hudson, Cueva para a entrada de Brenner e Diego Souza para a estreia de Tréllez. O que já estava ruim, ficou pior. A pressão de Bragança continuou.

Ainda que chegaram vários jogadores na temporada 2018, é início do ano, a pré-temporada fora curta, até que ponto é necessário tanto e tudo reivindicado para vencer razoavelmente equipes do porte de Madureira, Botafogo e Bragantino?

Mesmo que pesem todos os fatores do calendário, do tempo, do destino, verdade é que o São Paulo está jogando abaixo do razoável, conceito que se materializa em vaia nas arquibancadas.

Se existisse uma tecla sap para as vaias da torcida, a legenda seria: até quando?



MaisRecentes

São Paulo 0 x 1 Santos: o “volume morto” Tricolor



Continue Lendo

Independente realizará o “inferno tricolor” para receber o São Paulo no clássico contra o Santos



Continue Lendo

Documentário “A Era das Arenas” analisa a exclusão do torcedor no futebol



Continue Lendo