SPFC 0 x 0 Furacão: mais dois pontos no Morumbi soprados para fora da tabela



Foto: Chiri

No Morumbi, o São Paulo entrou em campo com a missão de vencer o Atlético Paranaense para manter vivas as pretensões de lutar pelo título ou sustentar-se entre os quatro classificados direto à Libertadores. Na prática, o que se viu, foi um São Paulo arrastando-se em campo, sem criatividade, desconexo entre os setores e praticamente inofensivo no ataque.

Além do futebol medíocre apresentado, o resultado só não foi no mesmo nível, porque o São Paulo terminou a 30ª rodada com 53 pontos, mantendo a quarta posição, um ponto à frente do Grêmio, que empatou com o América-MG.

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Aguirre mudou o São Paulo, que começou com Jean, Araruna, Arboleda, Bruno Alves e Edimar. No meio, Luan, Hudson e Reinaldo, subindo ao ataque, composto por Rojas, Diego Souza e Carneiro.

O jogo foi tão ruim que, em realidade, não mereceria muitas linhas de uma crônicas. Daria para resumir tudo em três parágrafos e muitas exclamações.

Diego Souza até meteu uma bola na trave do arqueiro Santos, em jogada oriunda de cruzamento. Aliás, sem capacidade criativa alguma, com o alto Carneiro no ataque, o São Paulo praticamente resumiu suas tentativas em bolas aéreas, assim como estava a cabeça de um time que era para estar focado.

Em algumas jogadas até chegava ao gol, mais fruto de lampejos, de pequenos ímpetos, que de fato de uma construção organizada ou de raça.

Depois de um primeiro tempo de fazer o torcedor lembrar que segunda é dia de trabalho, Aguirre não mexeu no intervalo e voltou com a mesma formação. Não dava para esperar mais com o mesmo…

Somente aos 23/2T, depois de a torcida começar a pegar no pé, Aguirre chamou Nene, que entrou no lugar de Diego Souza, que arrastou correntes no gramado do Morumbi. Aguirre poderia ter promovido esta substituição já no vestiário.

Com Nene o time melhorou. O meia, além de dar um pouco de dinâmica à equipe, em jogada individual, até bateu uma bola na trave.

Aos 28/2T, perigo atleticano: Renan Lodi, do Atlético, cruzou da esquerda, Pablo – entre Edimar e Bruno Alves – cabeceia a bola explode no travessão. Não fosse o poste, indefensável para Jean.

Quando a partida já estava caminhando para o final, aos 32/2T, Aguirre sacou Carneiro para entrada de Tréllez. Não fosse um cabeçada, aos 47/2T, o colombiano não teria relado na bola em meio a um desorganizado São Paulo.

O desencontro no futebol do São Paulo foi tamanho que o torcedor ficou se perguntando: – Cadê aquele time compacto, organizado e brigador do primeiro turno? Problemas no vestiário?

Com 36/2T, Aguirre tirou o lateral-direito e colocou Liziero. Também não virou absolutamente nada.

A equipe até que lutou mais pela bola no final da segunda etapa, mas nada que representasse uma ameaça ao Furacão.

Em um Morumbi gélido e de futebol minguado, resta apenas às 13.053 testemunhas que comparecem ao estádio, dizer aos amigos que não sabiam de nada e apagar essa partida da memória.



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