Sidão salva o São Paulo



O São Paulo venceu o Sport por um a zero, gol sofrido de Marcos Guilherme, que contou com a falha da defesa do Sport. A equipe paulista esteve muito longe de jogar bem e ainda viu seu goleiro, Sidão, em jogadas sequenciais, aos 49 e 50 do segundo tempo, com duas defesas extraordinárias, salvar a equipe de mais um empate no Morumbi, que novamente presenciou um show da torcida, com 43 mil torcedores.

Bem verdade é que, mesmo jogando quase nada, para jogadores e torcedores, diante dos três pontos conquistados e a saída do time da zona de rebaixamento,  nessa altura no campeonato, jogar bem ou mal era o que menos importava.

Dorival entrou em campo com Sidão, Militão, Arboleda, Rodrigo Caio e a novidade Edimar. Petros à frente da zaga e uma linha de quatro com Hernanes, Marcos Guilherme, Lucas Fernandes e Cueva. No ataque, Pratto.

A partida foi em ritmo depois do almoço de domingo, com aquela preguiça que assola o pensamento e faz os olhos ficarem pesados. Os únicos tricolores que ainda tentaram mudar a dinâmica da equipe foram Petros, que, principalmente no primeiro tempo, marcou com precisão e chegou várias vezes ao ataque; Cueva, jogando como armador, construiu as mais importantes jogadas; e Marcos Guilherme, que além do gol, novamente correu uma barbaridade.

O gol de Marcos Guilherme, aos 35/1T, oriundo de grande jogada de Cueva, luta de Hernanes para a bola chegar à esquerda com Edimar, cruzamento à área, falha da defesa do Sport, até a bola sobrar nos pés do atacante tricolor. Era o que o arrastado São Paulo precisava para virar o primeiro tempo, depois de uma bola do Sport que explodiu o travessão de Sidão.

Em realidade, foram três os lances decisivos de Sidão: Aos 20 do primeiro tempo, quando o meio-campo do São Paulo vacilou, deu liberdade para Anselmo, que avançou livre, bateu, Sidão raspou o dedo e a bola explodiu no travessão tricolor. Isso tudo quando a partida estava sob um modorrento 0 a 0. Aos 49/2T, Osvaldo (ele mesmo, ex-SPFC) cruzou da direita para a grande área, Thomas entrou no meio dos zagueiros, cabeceou e Sidão, no reflexo jogou para escanteio. Na sequência, aos 50/2T, Sidão cravou outra, para livrar o time e ter seu nome ovacionado nas arquibancadas. 

Aos 42/1T, Pratto teve a grandes chances de afastar o jejum de gols, quando Edimar, livre, cruzou para a área, no entanto, o argentino não dominou direito e deixou escapar uma grande oportunidade para afastar a seca.

Antes do apito final do primeiro tempo, aos 47, Cueva, que fez boa partida, outra vez pelo meio abriu na esquerda para Lucas Fernandes, que dominou, abriu, bateu cruzado, mas a bola saiu.

Na segunda etapa, Luxemburgo soltou mais o Sport, principalmente explorando a ala esquerda, colocando Rogério e Mena para cima do improvisado Militão. Com isso, o Sport teve várias oportunidades. Dentre várias, uma importante: aos 10/2T, Rogério recebeu na esquerda, girou rápido para cima de Militão, lançou a bola na pequena área, pegou a defesa do São Paulo desprevenida, André avançou, mas não conseguiu chegar a tempo. Aos 13/2T, no mesmo setor, também com Rogério, outra chance.

Diante disso, Dorival, aos 18/2T, sacou Lucas Fernandes e colocou Marcinho. O jogo seguiu lento, burocrático até que o técnico tricolor, já de olho nos ponteiros do relógio e com 1 a 0 no placar, aos 27/2T, resolveu reformar o setor direito ainda mais, sacando Marcos Guilherme para a entrada de Jonathan Gomez.

A partida voltou à sua normalidade lenta. Para preservar o peruano, que fez outa boa partida, aos 35/2T, Dorival deu oportunidade para Shaylon, que um minuto depois de entrar teve uma grande chance: Pratto recebeu na área, girou e encontrou o garoto de frente para o gol, mas o meia pegou mal e desperdiçou.

O jogo não passava disso. Em cada jogada, um carimbo, em duas vias, requisições. Tudo já caminhava para marcar o cartão de ponto quando, aos 49 e 50, Sidão fez dois milagres e assegurou os três pontos ao São Paulo, que subiu para 31 na tabela e empurrou o time para fora da zona de rebaixamento.

A pedra de Sísifo do rebaixamento que o São Paulo carregava parece ter se desviado. Ao menos nesta rodada, porque são muitos os times embolados na zona do rebaixamento e o Tricolor tem uma parada duríssima pela 27ª rodada, quando enfrentará o Atlético Mineiro, lá no Independência, a famosa “a-ra-pu-ca”, que um dia Juvenal eternizou.



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