Sistema do São Paulo emperra contra o Palmeiras



Com pressão desde a saída de bola, o São Paulo encontrou dificuldades para conectar os setores

Com pressão desde a saída de bola, o São Paulo encontrou dificuldades para conectar os setores

O São Paulo foi ao Allianz não só encarar o Palmeiras como também, mais uma vez, colocar à prova seu esquema de jogo contra outro adversário de peso. Como resultado final: tomou um sonoro 3 a 0, que poderia ter sido mais, e constatou que seu esquema de jogo ainda precisa de muitos ajustes.

O São Paulo de Ceni, que prega a marcação alta, pressão na saída de bola do adversário, frente ao Palmeiras, viu-se na situação inversa. Era o Verdão de Eduardo Baptista que não dava espaço para o Tricolor.

Sem Cueva, Ceni reforçou o meio-campo, escalando quatro volantes: Jucilei, à frente da zaga; João Schmidt, próximo ao círculo central; e Thiago Mendes e Cícero, adiantados.

Volante, na nova concepção do futebol, não necessariamente significa que a equipe ficará totalmente recuada. Prova disso, que Cícero e Thiago Mendes jogam bem avançados, com funções de marcar, mas também de articular e chegar ao ataque.

O problema é que contra o Palmeiras, os volantes tricolores nem construíram jogadas, nem fecharam o meio-campo, que foi ocupado pelo adversário. Se uma das características do São Paulo de Ceni é a posse de bola, contra o Verdão, assistiu-se uma imensa dificuldade de o Tricolor sair jogando.

Jucilei parece pesado, como se um saco de cimento nas costas. João Schmdit, que é bom no passe, errava todos; Cícero, sumiu em campo e Thiago Mendes corria, mas, sozinho, não chegava a lugar algum.

Para completar. A ausência de Cueva, responsável pela criação da equipe, mostrou que volantes articuladores não são suficientes para construir jogadas.

Com isso, de um time veloz e conectado entre os seus três setores, o São Paulo foi um time que não conseguia juntar as peças entre a defesa, o meio e o ataque. Sem o meio-campo, Pratto e Luiz Araújo ficaram isolados. Enquanto a defesa tomava um sufoco danado.

O primeiro gol do Palmeiras, um golaço, surgiu no finalzinho do primeiro tempo, a partir de uma falha na saída de bola defensiva. Douglas tocou meio na fogueira para Buffarini na lateral direita, Egydio roubou, tocou para Dudu, que rapidamente viu Denis adiantado e fez belo gol de cobertura.

No segundo tempo, o Palmeiras foi avassalador. Com mais intensidade, com a motivação da vantagem do placar, o Verdão sufocou o São Paulo. Outros gols eram questão de tempo. Vieram dos pés de Tchê Tchê, em chute de fora da área, que pode até ser considerado defensável; e com Guerra, depois de pane na defesa e vacilo total de Denis, que saiu mal e deixou a bola passar ao seu lado.

Ceni ainda tentou mudar o panorama do São Paulo, colocando Nem, Lucas Fernandes. Nada mudou. Depois ainda colocou Araruna, esse, mais para evitar um mal maior no placar.

Foram três tentos do Verdão, mas caberiam mais. O São Paulo encerrou a partida praticamente sem ter chegado com verdadeiro perigo à meta de Prass. Muito pouco para o time mais ofensivo do Brasil.

Dentre as constatações: O São Paulo tem três goleiros, mas, em certos momentos, parece não ter nenhum.

O sistema defensivo do São Paulo é muito limitado. A derrota não se explica pela ausência de Cueva, porém, é fato que o São Paulo precisa de um 10 para compor o elenco que, por ser muito reduzido e com muitos jogadores limitados em alguns setores, amplia o desafio para Ceni, considerando a longa jornada da temporada.

Se é que ficou uma nota positiva para o São Paulo, essa, sem dúvida, foi de Pratto que, mesmo com nariz quebrado, lutou bravamente até o final da partida, buscando encontrar alguma jogada.

Não é motivo para Ceni colocar tudo abaixo, mas ficou evidente que há muito trabalho a ser feito. Contra o pragmático Corinthians de Carille, eis um novo teste.



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