São Waldir Peres dos Milagres e das defesas impossíveis



waldir2

*Por Roney Altieri, in www.facebook.com/saopauloraiz/

Waldir Peres Arruda.

Waldir “dos pênaltis que dão títulos” Arruda.

Waldir Peres Arruda, aquela que atrás da orelha tira os maus olhados e dá sorte.

Sorte foi o que não lhe faltou.

Talento teve de sobra.

O sorriso de canto de boca antes de cada cobrança de pênalti tinha o efeito devastador de enervar de tal forma o cobrador, que a garantia da defesa por vezes foram definidas por ele.

Pergunte a Paul Breitner, um dos maiores laterais que o planeta bola viu, o que ele sentiu em duas cobranças consecutivas perdidas contra o risonho goleiro?

Pergunte aos batedores do Galo na final do Brasileiro de 77 o que sentiram diante do agigantado naquele momento, Waldir?

Pergunte aos jogadores da Portuguesa qual era o nível de preocupação naquelas cobranças da final do Paulista de 75?

Faça as perguntas que quiser para aqueles que enfrentaram o grande Waldir Peres Arruda e ouvirás com certeza um uníssono “ele era terrível!”.

Eu vi Waldir!

Vi Waldir no Morumbi inúmeras vezes. Cheguei a absurdamente culpá-lo por ter tomado aquele gol do Baltazar. Certo e a tempo que corrigi o incompreensível e ridículo deslize.

Vi Waldir no Maracanã, no Mineirão, no Brinco, no Barão de Serra Negra…

Vi Waldir na Espanha, único goleiro tricolor na história a ser titular numa Copa do Mundo, ser criticado e até hoje discutido, como não tivesse saído daqui unanimidade.

Vi Waldir num monte de estádios, sempre fazendo milagres, por sinal sua especialidade.

Waldir foi único. Waldir foi como poucos debaixo das traves.

Afinal quem poderia dizer algo diferente de quem vestiu nossa camisa por 617 partidas?

Waldir Peres partiu.

Mala feita, chuteiras engraxadas e o eterno sorriso de canto de boca no rosto, já chegou lá em cima. Da arquibancada de nuvens assistiu, ao lado de Telê, técnico da “Selecéu”, e aniversariante do dia, o jogo-homenagem ao Mestre.

Falaram sobre a fase do São Paulo, amado de ambos, sobre o futebol brasileiro e sobre a possibilidade dele assumir a titularidade do gol da “Selecéu” o mais breve possível, afinal Barbosa está novamente pendurando as chuteiras.

Como eu sei de tudo isso?

Recado do meu velho pai, o Seo Nilton, soprado ao ouvido e que inclusive disse que estava bem pertinho de ambos e viu tudo.

Obrigado, Waldir.

Obrigado por ter sido um dos responsáveis por nos fazer aumentar o amor que sentimos pelo São Paulo Futebol Clube e por ter nos dado tantas glórias.

Descanse em paz, Campeão-Guerreiro.



MaisRecentes

No São Paulo, tudo parece em construção e já é ruína



Continue Lendo

São Paulo é um time que se olha no espelho e não compreende o que vê



Continue Lendo

Bourgeois: “Os clubes brasileiros se tornaram agremiações políticas, que também jogam futebol”



Continue Lendo