São Paulo: um cavalo desembestado



O São Paulo é um cavalo desembestado: o time corre bastante, há muita movimentação, inversões de lados, chutes de fora, bolas alçadas na área; mas, no final, parece que é só correria. Não há efetividade para enfiar a bola para a rede. Todo esse fluxo de jogada aconteceu contra o CSA, no Morumbi. Foi um primeiro tempo avassalador, alta posse de bola – obsessão dos torcedor-estatístico, no entanto, bastaram apenas 10 minutos do segundo tempo para o CSA meter, aos quatro uma bola na trave, e aos 10 um gol dos alagoanos, a partir de uma jogada, construída de pé em pé, que começou na defesa até o gol. O empate do São Paulo veio só aos 41, na bacia das almas, no bumba-meu-boi, em bola na área, que o sobrou para Reinaldo no esforço.

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Se antes da partida alguém chegasse para qualquer pessoa que gosta de futebol e falasse: – “Acredito em uma vitória ou empate do CSA contra o São Paulo no Morumbi”. Convenhamos, em pensamento, responderíamos: “esse tá completamente fora da realidade”. Mas foi o que aconteceu. Por muito, mas muito pouco, o São Paulo não perdeu.

Por muito tempo, o problema eram falhas no elenco. Vieram Juan Fran, Dani Alves, Pato, Pablo, Hernanes (que não voltou da China desta vez), Tchê Tchê… Chegou gente boa de bardada.

Comparar com o Flamengo, de Jesus, não dá. Porém, se a gente olhar para o Santos, não se pode ficar com receio em dizer que Sampaoli faz muito mais com menos. É gritante.

Agora olhem para o CSA, com todo o blá-blá-blá do respeito, mas o time é formado por “highlanders” da bola como Apodi, Carlinhos, Alecsandro. A diferença é assustadora.

Vale lembrar que Tricolor empatou com os reservas do Grêmio no Morumbi, perdeu para o combalido Vasco em São Januário, não jogou nada contra o Inter. Não precisa olhar de telescópio nem recorrer às pranchetas eletrônicas para constatar que o São Paulo não tá jogando nada.

O São Paulo caiu de todos os torneios. Alguns de forma vexatória, como a queda para o Talleres, na Libertadores. Só restou o Brasileirão, com longos intervalos para treinar, mas a cada rodada não consegue apresentar algo diferente. É só correria inócua, muito bom nas estatísticas, que dão milhões de argumentos para as entrevistas coletivas.

Pior que as estatísticas para alicerçar um vexame de empatar com o CSA no Morumbi, é transferir as dores para o departamento médico. Se não é a estatística e o DM, é o fuso horário, daqui a pouco vão colocar a culpa no roupeiro, no gandula, na trave, nas dimensões do campo…

Muito além da partida contra os alagoanos, em visão global, o São Paulo parece patinar em si. Elenco há, não há futebol.



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