São Paulo, trem descarrilado, empata em casa contra a Ferroviária



Foto Rubens Chiri

Na noite de sábado, no Pacaembu, o São Paulo empatou em um tento contra a Ferroviária. Depois de um primeiro tempo vergonhoso, em que o time de Araraquara dominou a partida, abriu o placar com um golaço e Volpi salvou com dois milagres; o Tricolor, que não construía coletivamente, só conseguiu buscar o empate em jogada individual, em belo chute de Hernanes, de fora da área. Mesmo melhorando no segundo tempo, a cada rodada, o São Paulo se reafirma como um trem descarrilado a caminho do Brasileirão

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Mancini, novamente, escalou o São Paulo com três zagueiros. O time que entrou em campo foi composto por: Tiago Volpi, Bruno Alves, Arboleda e Anderson Martins; Igor Vinícius, Luan, Hernanes e Léo; Antony, Gonzalo Carneiro e Pablo.

Não funcionou. O esquema de três zagueiros mostrou-se falho contra a Ferroviária, que dominou o São Paulo no primeiro tempo, ocupando o meio-campo, trocando passes com facilidade e criando inúmeras jogadas pelas pontas, aproveitando os buracos deixados nos avanços dos laterais tricolores. Numa dessas boas jogadas, aos 19/1T, Léo Artur recebeu dentro da área, percebeu Volpi adiantado e fez um golaço por cobertura.

Diante da clareira aberta no meio-campo, deixando livre a troca de passes e a incapacidade do setor articular com o ataque Tricolor, Mancini, aos 28/1T, sacou um zagueiro, tirou Anderson Martins para a entrada de Helinho.

Verdade é que a Ferroviária, que praticava um belo futebol até o momento do gol, só não fez mais porque ativou o modo retranca, tão comum e previsível no futebol brasileiro, quando um time menor abre o placar contra um maior. Volpi, com outra boa atuação, ainda salvou com dois milagres. Assim, o primeiro tempo do São Paulo terminou sob justas vaias da torcida.

Na segunda etapa o São Paulo mostrou-se mais disposto a jogar bola. Com apenas um minuto, Hernanes recebeu a bola na meia-lua, deu um corte, ajeitou para a perna esquerda, bateu e fez um belo gol no cantinho de Tadeu.

Um gol de empate no início era tudo o que o São Paulo precisava. O time cresceu, melhorou na partida, criou mais volume e oportunidades, enquanto a Ferroviária, que abdicou de jogar bola, defendia-se como podia.

O São Paulo meteu bolas na trave, pressionou, teve chance de virar o placar, mas quanto ao desempenho, ainda era um time mais na vontade que no futebol jogado, construído, com interligação entre os setores.

O garoto Antony, mais uma vez, foi o destaque do São Paulo. O moleque é arisco, demonstra personalidade, partiu para cima dos marcadores e infiltrou-se pela ponta. A questão que paira é: – Com as boas apresentações, o São Paulo, que deixou de arrecadar cerca de R$ 22 milhões ao sucumbir para o Talleres na Libertadores, segurará Antony até quando? David Neres, novo convocado para a Seleção, durou apenas sete partidas…

O empate contra a Ferroviária (com respeito, mas vale frisar), “em casa”, considerando o futebol apresentado, mostra que o São Paulo é um trem descarrilado.

Aos apaixonados e generosos, o Tricolor melhorou muito no segundo tempo. Aos realistas, o São Paulo não jogou é nada. Um time das dimensões do São Paulo, se não colocasse pressão sobre a Ferroviária, com todo o respeito, colocaria sobre quem?

Essa pergunta amplia a interrogação, uma vez que a próxima partida do Tricolor será contra ninguém menos que o Palmeiras, no próximo sábado, às 16h30, no Pacaembu. Com o futebol apresentado nas últimas partida, dá para fazer frente ao Verdão?

Como diria o filósofo Patón: a ver!

Com o empate, a classificação do Grupo D do Paulista ficou assim:

1 | Ituano: 14

2 | São Paulo: 14

3 | Oeste: 12

4 | Botafogo: 07



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