São Paulo toma “Chapecada”



Caio Jr marcou Cueva e matou a criatividade (Chiri)

O São Paulo foi ao sul enfrentar a Chapecoense e voltou com uma “chapecada” de 2 a 0, e que até poderia ter sido maior. Se o sistema defensivo era exaltado como o ponto forte Tricolor, foi justamente neste setor que saiu o primeiro gol.  No segundo, um espaço imenso no meio decretou o lance.

Enquanto a muito bem armada Chapecoense de Caio Junior, Kleber Santana, Ananias, Caramelo, Biteco, Lucas Moura e Tiaguinho mostrava-se um time equilibrado em campo e pensava na semifinal da Sul-Americana contra o San Lorenzo (ARG), o São Paulo era um time que se apresentava desorganizado e desmotivado, esperando o fim agonizante do Brasileirão, como aquele funcionário aguardando os minutos finais para encerrar o expediente e entrar em férias.

Caio Junior anulou Cueva, com isso, o São Paulo, que já sofre em criatividade desde a saída de Ganso, perdeu ainda mais sua capacidade de construir jogadas. Mesmo assim o São Paulo conseguia chegar ao ataque, mas esbarrou em outra carência: poder de finalização.

O meio, com Thiago Mendes e João Schmidt, e a lateral direita, com Buffarini, falharam no primeiro gol da Chape, que aconteceu aos 36 do primeiro tempo.

Sem combate, a bola saiu da direita, rolou para o meio até chegar livre na meia-lua nos pés de Tiaguinho, que abriu para o lateral esquerdo Denner. O lateral esquerdo recebeu, teve tempo para ajeitar e depois enfiou o pé numa bola cruzada, que chegou a raspar na mão de Denis.

A falha começou no meio, passou pela ausência de marcação de Buffarini na direta e terminou no goleiro Tricolor.

Denner ficou livre

Denner ficou livre para abrir o placar

Sete minutos depois, aos 46/1T, nova falha de marcação no meio campo e outro gol para a Chapecoense. Tiaguinho, recebe nas costas de Thiago Mendes e João Schmidt, avançou pelo meio e também deu outra paulada no canto direito de Denis, que nesta, nada poderia fazer.

Thiago Mendes e João Schmidt deixaram Tiaguinho livre

Thiago Mendes e João Schmidt deixaram Tiaguinho livre

Para o São Paulo, a partida bem que poderia ter sido encerrada no segundo gol da Chape. O segundo tempo foi mais do mesmo, o Tricolor esforçando-se para chegar ao ataque. Vez ou outra chegava, mas sem a precisão necessária.

O Tricolor abriu e deu mais brecha para pressões da Chape. Passou por uns sufocos: um dos lances que mostra o desencontro do São Paulo foi uma jogada de Lucas Gomes, na ponta direita, que invadiu a área e deu um corte desconcertante em Maicon, deixando o zagueiro no chão.

Ricardo Gomes ainda proveu três substituições: Jean Carlos no lugar de Robson, Gilberto para saída de Pedro e David Neres por Daniel. As substituições soaram mais como aquelas oportunidades aos jogadores do banco quando em fim de campeonato ou que o time já está desclassificado e não há mais nada a fazer.

Assim, não deu resultado, era melhor acabar a partida, o placar já estava definido e ainda se corria o risco de levar três e piorar a “chapecada” no placar e postura tática que tomou em Santa Catarina.

A partida contra a Chapecoense projeta bem a realidade do São Paulo que, se não promover profundas mudanças, repetirá os mesmos problemas de 2016.



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