São Paulo reapresenta velhos problemas contra o Juventude



Sem camisa 10, o volante Hudson faz o que pode nocentro criativo do time

Sem camisa 10, o volante Hudson faz o que pode nocentro criativo do time

O pequeno público demonstrava a falta de confiança dos torcedores na equipe. E a matemática das arquibancadas, com apenas 6.643 torcedores no imenso Morumbi, presenciaram mais uma derrota do Tricolor por 2 a 1 para o Juventude, em partida válida pela Copa do Brasil.

Bastaram 10 minutos do primeiro tempo para que o “sólido” discurso nas entrevistas coletivas, de que o torneio representava uma virada no Tricolor, desmanchasse no chute de Roberson.

Contra o Juventude, time que disputa a Série C (3ª divisão) do Brasileirão, o São Paulo reencenou velhos problemas na formação tática da equipe, evidenciou que não possui plantel e que antes de almejar a Libertadores, se não parar de olhar para as nuvens e pisar no chão, encontrará o solo da segunda divisão.

Ricardo Gomes não mudou o esquema tático do São Paulo. Manteve os volantes João Schmidt e Thiago Mendes no meio e deu liberdade para Hudson avançar e circular pelo meio-campo ora marcando, ora tentando articular, ora tentando preencher o vácuo que se formou no setor.

Com suas linhas espaçadas, sem meio-campo, o São Paulo não conseguiu articular jogadas. Tudo se resumia a tentativas de aberturas na lateral para lançamentos de bola aérea na área. A primeira chance do Tricolor na partida só veio aos 36 minutos do primeiro tempo, com Chavez. Por sorte, três minutos depois, Carlinhos recebeu na esquerda e cruzou na cabeça do atacante argentino, que desviou para empatar uma partida sofrível.

No segundo tempo Ricardo Gomes tentou preencher o vácuo do meio-campo, tirando João Schmidt, um dos três volantes, para colocar Michel Bastos. O time ficou um pouco mais equilibrado, mas não o suficiente para amedrontar o Juventude.

Aos 28/2ºT, o golpe final: pênalti para o Juventude. Roberson cobrou e fez 2 a 1 para o time do Sul. Logo depois da cobrança e do gol, atordoado, perdendo em casa, Ricardo Gomes sacou Kelvin para colocar Gilberto. No desespero, aos 39/2ºT, ainda sacou Hudson para dar lugar a Luiz Araújo. Porém, já era tarde.

A derrota do São Paulo foi muito além dos números do placar. E não se limitou à partida contra o Juventude, já que há várias rodadas joga mal, não encontrou um padrão e nem mais conta com a raça, que um dia fez o time ir longe demais na Libertadores. Se o São Paulo não acordar dos sonhos das Américas, vai acabar acordando na dura realidade da série B do Brasileirão.



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