São Paulo leva dois vatapás do Bahia e dança ao ritmo de “armeration”



Mendoza e Armero, comemoração em "armaration"

Não bastasse a vergonha contra o Coritiba, no quintal de sua casa, o São Paulo também perdeu para o Bahia, pelo mesmo placar, 2 a 1 e, assim, encerrou o primeiro turno na 17ª posição, zona de rebaixamento, com apenas 19 pontos. Na terra do trio elétrico, até Armaretion os baianos dançaram.

Para ter a dimensão do pelourinho Tricolor, o São Paulo conquistou apenas um ponto por rodada.

Até os 39 minutos do primeiro tempo, a partida foi a síntese de dois times desesperados, nervosos, tensos, tentando se superar na base da vontade. O São Paulo para sair da degola; o Bahia, para não entrar. Nesse ritmo descompassado, em vez dos batuques do Olodum, os jogadores bateram na bola fora do bumbo, com infinitos passes errados, muitas divididas e pouca bola.

E meio ao caos, eis que, aos 39/1T, ataque baiano, Militão não interceptou Rodrigão, a bola atravessou a área e Arboleda deixou Régis entrar sozinho, livre, quase instalado numa rede amarrada nas traves do Tricolor, para empurrar a bola para a meta de Renan. Um a zero: o time do São Paulo sentiu que o vatapá do Bahia seria indigesto.

Mas, além de pesado, o São Paulo provaria, quatro minutos depois, aos 43/1T, outro vatapá, agora apimentado. Araruna perdeu a bola na lateral direita, Rodrigão recuperou, lançou Zé Rafael, a bola passou por Régis e chegou a Mendoza fazer o segundo.

Piriri no time do São Paulo, que sentiu o peso da comida do banquete baiano. O São Paulo só não virou o primeiro tempo com indigestão maior, devido a um gol antiácido, já aos 47, quando Pratto sofreu pênalti e Hernanes fez de pênalti.

Dorival Júnior, que entrara com Renan, Araruna, Arboleda, Militão, Edimar, Jucilei, Petros, Hernanes, Marcinho, Cueva e Pratto, voltou para o segundo tempo com a mesma formação. Marcinho, muito mal, era um tempero a mais na insatisfação da torcida.

Ao contrário da reclamação absurda de Pinotti, alegando interferência da arbitragem contra o vexame na derrota para o Coritiba, desta vez, realmente um dos gols do Bahia estava em completo impedimento. Desta vez, o juiz prejudicou o São Paulo, o que não diminuiria o péssimo futebol apresentado.

Com 2 a 1 no placar e sabendo que a derrota cozinharia o time na panela da degola, o São Paulo avançou suas linhas, partiu para cima do Bahia, mas o domínio foi relativo, era muita posse de bola, que girava, em círculos, como se uma colher mexendo o molho, enquanto de fato, era o Bahia quem cozinhava o galo.

Depois do São Paulo não conseguir furar o bloqueio baiano, Dorival, já com o timer marcando 18/2T, Dorival resolveu mexer. Sacou Marcinho e colocou o bom e jovem Brenner. Tirou o volante Jucilei e colocou Marcos Guilherme; e, por fim, tirou Edimar para a entrada de Júnior Tavares. A ideia era aumentar a pressão do forno que o Tricolor fazia sobre o Bahia.

A chance do empate do São Paulo poderia ter vindo a partir de uma jogada de bola parada. Aos 23/2T, Hernanes cobrou falta, o goleirão soltou e no momento em que Militão invadiria a área para concluir a gol foi puxado pela camisa por Edson. Pênalti que a arbitragem deixou queimar.

No mais, o que se viu foi o São Paulo em completo desespero, tentando encontrar uma jogada a qualquer custo por um empate, enquanto o Bahia colocava até um trio elétrico para segurar o resultado.

Nesse segundo tempo de tentativa e erro, o São Paulo não conseguiu chegar, o bloco tricolor paulista perdeu-se do cordão e, ficou mesmo com o abadá da derrota.

O carnaval de contratações fora de época promovido pela diretoria parece que precisará de muito ensaio de Dorival para ser um time mediano, para tentar evoluir no segundo e assegurar e não ficar na cidade baixa do rebaixamento.

Para um time que nas últimas rodadas empatou com o lanterna Atlético Goianiense, perdeu para o desfalcado Coritiba, ambos com estádio lotado, e a voltou derrotado do também desesperado Bahia, todos times dentre os piores do campeonato.

O que projetar para as próximas cinco rodadas, em que enfrentará o Cruzeiro (C), Avai, colado na disputa para não cair, lá na Ressacada; Palmeiras no Allianz, Ponte Preta (C) e Vitória, na Bahia.

Das cinco partidas, três serão finais, contra times que estão lá embaixo, lutando diretamente para fugir do rebaixamento. O São Paulo, que nunca caiu, luta contra a tabela e contra si para evitar o maior vexame de sua história.



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