São Paulo jogou como sempre, perdeu como sempre



Com a derrota para o Santos, o SPFC acumula 23 na temporada, saldo de menos 2 gols

Contra o Santos, diante de um Pacaembu com 29 mil tricolores, o São Paulo jogou mal como sempre, e perdeu como sempre. Na derrota por 1 a 0, o gol santista surgiu aos 50 segundos do segundo tempo, em vacilo geral da defesa, que deixou Copete livre para enfiar o pé e abrir o placar no canto direito de Denis.

A torcida fez sua parte. Compareceu, gritou, tentou empurrar, mas nem toda a água que caiu no gramado do Pacaembu foi capaz de fazer o São Paulo germinar uma jogada construída.

Praticamente, em toda partida, foram apenas dois lances de perigo ao Santos: no final do primeiro tempo, quando Buffarini enfiou o pé de fora da área e o arqueiro santista fez ótima defesa. Outra, já no final da segunda etapa, quando Cueva lançou Chavez na cara do gol, mas o argentino pegou mal e a bola passou ao lado direito da meta santista, com o goleiro já vendido na história. Foi isso. Só isso. Nada mais que isso.

A mais nova derrota do São Paulo é a 23ª na temporada. No Brasileirão, o retrato é o mesmo do número superior derrotas ao de vitórias no ano, com 9 V, 9E e 12D, em uma das piores campanhas da sua história, em que venceu apenas um clássico, contra o Palmeiras, por 1 a 0, no Morumbi.

Equilibrando-se entre a série A do Brasileiro e a zona de degola, com a mais nova derrota, o Tricolor somente terminou a 30ª rodada em 14º lugar na tabela, com saldo de menos 2 gols negativos e a situação só não é mais degradável graças às quedas de Sport, Internacional, Vitória e aos empates de Cruzeiro, Coritiba e Figueirense.

Não fossem também as limitações dos adversários que lutam contra o rebaixamento, a rodada poderia ter sido ainda pior que perder mais um clássico. O soberano São Paulo, considerando o futebol apresentado, agora também torce pela desgraça dos outros.

Nem o mais fanático, nem o mais entusiasta, nem o mais lunático são-paulino é capaz de afirmar que o time está completamente fora da possibilidade do soco, do rebaixamento, que a cada rodada se materializa à realidade.

Na próxima rodada, a 31ª do Brasileirão, o São Paulo enfrentará ninguém menos que o Fluminense, time em 6º na tabela e que saliva por uma vaga na Liberta. A partida será no Rio de Janeiro, dia 17 de outubro, às 20 horas, bem numa segundona, palavra temida e que ressoa pavor no inconsciente de todo são-paulino.

As arquibancadas tornaram explícito a insatisfação com o time e, sobretudo, com Ricardo Gomes, que alegou na coletiva que a equipe “está com padrão, mas não consegue marcar gol”. Na voz da geral, 11 em cada 10 são-paulinos não aceitam o comando de Gomes. Muitos falam em Pintado assumir a reta final do Brasileirão, formando um enorme dilema para a diretoria do São Paulo.

Em meio ao espiral decante tricolor, eis que surge com mais força a notícia de que Vanderlei Luxemburgo já estaria acertado para assumir o comando da equipe em 2017. Verdade ou não, resta agora saber se o próximo técnico elaborará um projeto para a segunda ou o grupo de elite.



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