São Paulo goleia um triste Tigre



O milimétrico lançamento de Nenê a Everton (foto Rubens Chiri)

Pela segunda rodada do Paulista, o Tricolor cortou mais de 400 quilômetros de estrada para enfrentar o Novorizontino. Depois de horas de viagem de “bumba”, fato é que foram necessários apenas sete minutos para abrir o placar e decretar uma vitória frente a uma equipe muito limitada.

A vitória, por goleada por 3 a 0, deve ser relativizada, ainda mais quando se considera que os dois últimos gols foram oriundos de falhas grosseiras do Novorizontino. Do mesmo modo que a capital é fica longe da cidade de Novo Horizonte, há uma distância entre o resultado final e futebol praticado.

+ Acompanhe o Crônicas no Morumbi no Facebook
+ Leia também os blogs do Lance: Gol de Canela | Papo de Boleiro

O São Paulo de Jardine entrou em campo com uma formação diferente. Volpi, Bruno Peres, Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo no sistema defensivo. No meio campo, Liziero e Hudson . Na frente, Nenê (que também fechava pelo meio), Pablo, Diego Souza e Pablo.

Além de Liziero no meio-campo e Bruno Alves no lugar de Arboleda, a mudança que mais chamou a atenção foi a escalação de Nenê na ponta-direita, com Diego Souza recuando da área.

O primeiro gol, logo aos 7/1T, mostrou a fragilidade do Novorizontino e a capacidade de Nenê. Volpi deu um chutão-lançamento ao meio-campo, Diego Souza dividiu de cabeça, a bola sobrou para Nenê na direita, que dominou, carregou para o meio e fez um lançamento primoroso em meio à zaga do Novorizontino, que assistiu à infiltração de Everton receber e tocar na saída do goleiro. 1 a 0.

Em jogo dominado, aos 29/1T, Everton lançou em direção à grande área do Novorizontino, o goleiro Vagner e o zagueiro Flávio Boaventura bateram cabeça e a bola sobrou facinha-facinha nos pés de Diego Souza, que só teve o trabalho para empurrar à rede. 2 a 0.

O Novorizontino, um tigre banguelo, tentava investir contra o São Paulo, mas nada capaz de morder um resultado melhor. O jogo já estava ganho para o Tricolor desde os minutos iniciais.

Com 2 a 0 no placar, o São Paulo, que entrou ligado, começou a trocar mais passes, fazer a bola girar, tornando o jogo enfadonho e arrastado. Também não precisa mais que isso, letargia suficiente para Jardine, já no início do segundo tempo, aos 11/2T, promover duas substituições: saiu Nene, que fez outra grande partida e saiu ovacionado pela torcida, para dar lugar a Helinho; e Jucilei para a saída de Liziero, que demonstrou uma lesão.

As mudanças não alteraram o ritmo da partida, que já estava com cara de apito final desde o primeiro tempo, mas ainda sobrou espaço no cronômetro para o atacante Pablo, aos 26/2T, bater uma bola do meio da rua e assistir ao goleiro Vagner, do Tigre, engolir um frangaço.

Aos 30/2T, com o o Tigre abatido, Jardine ainda sacou Diego Souza para a entrada de Araruna. Nesta altura, a partida já estava em ritmo mera formalidade para completar os 45 minutos necessários para a súmula. E assim se arrastou.

Além do destaque para Nenê, um ponto a ser destacado é o futebol apresentado por Bruno Peres, tão criticado, mas que apresenta evolução na ala-direita. Menos preocupado com firulas e mais forte na marcação.

Depois de duas rodadas e duas goleadas, para quem só analisa o placar, o São Paulo pisando nos cascos, mas não bem assim. Mirassol, jogando praticamente com um a menos, e Novorizontino, acorrentado em si mesmo, foram adversários fraquíssimos.

Se por um lado há o mantra de que um time grande tem de golear os mais fracos, fato que acontecera com o São Paulo, a questão que se verticaliza é: – Até que ponto, Mirassol e Novorizontino, são parâmetros para determinar a capacidade da equipe (em início de temporada) para enfrentar o Santos de Sampaoli?



MaisRecentes

SPFC 1 x 1 Palmeiras: dois tempos, dois tentos



Continue Lendo

Futebol brasileiro deixou-se enganar pelo cientificismo exagerado



Continue Lendo

Estádios vazios na Copa América evidenciam o apartheid econômico e social no Brasil



Continue Lendo