São Paulo empata com o Flu e pode terminar na zona da degola



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Ao contrário das partidas contra os Atléticos Mineiro e Paranaense, em que o São Paulo tomou dois gols no começo do jogo; contra o Fluminense foi o Tricolor Paulista que, aproveitando um mega vacilo do Nense, marcou aos 6 minutos. Porém, não conseguir segurar o placar e, no segundo tempo, também aos 6 do cronômetro, veio a vez do vacilo paulista, que decretou o empate que poderá afundar a equipe na zona de rebaixamento.

O São Paulo entrou em campo num esquema 4-2-1-3 (que, neste mundo de números, entendem também como 4-3-3), mas fato é que a linha defensiva foi composta por Araruna na direita, Lugano e Rodrigo caio na zaga, e Júnior Tavares na esquerda. No meio-campo, postados no círculo central, Jucilei e Thiago Mendes. Entre o meio e o ataque, Cueva e, na frente, Pratto, Denílson e Marcinho.

O gol do São Paulo surgiu de um vacilo no Nense. Cruzamento de Cueva à meta, a bola pingou na pequena área do Fluminense, encobriu o zagueiro Henrique, sobrou na esquerda para Denílson que tocou para o meio e encontrou Jucilei livre, para só empurrar para o gol.

A sorte parecia ter mudado, pois, quem sempre tomava um gol no ínicio da partida era o Tricolor Paulista, e quase todos de falha individual.

O São Paulo manteve-se equilibrado. Mas, aos 27/1T, começou o sufoco, que não se converteu em gol do Fluminense graças à atuação monstruosa de Renan Ribeiro, que lacrou no primeiro tempo.

O primeiro milagre veio aos 27, em jogada do Nense que começou na linha de fundo, cruzamento da esquerda para a área do São Paulo, Júnior Tavares caiu na recomposição, com isso Henrique Dourado ficou livre para bater e Renan defendeu à queima-roupa.

O segundo milagre, aos 38/1T, outro cruzamento na área do Nense que começou pela avenida Araruna (explorada a partida inteira por Abel), bola que chegou em Henrique Dourado, Renan espalmou, Calazans tentou, Renan espalmou, nova tentativa, Renan espalmou.

Não fossem as defesas de Renan, dificilmente o São Paulo terminaria com 1 a 0 no placar.

Apesar de muitas chances construídas pelo Nense, algumas desperdiçadas e outras paradas por Renan, no início do segundo tempo o vacilo tricolor: 6 minutos do segundo tempo. Falta na entrada da grande área, Scarpa rolou para Wendel, que, diante do fato de nenhum jogador do São Paulo encostar, teve tempo de segurar a bola, quase amarrar a chuteira, mirar a direção e depois enfiar um petardo no canto direito de Renan. Essa não deu.

Depois do empate o São Paulo entrou na mesma rotação das últimas partidas em que leva um tento, fica afobado, sob um leve desespero. Se com tranquilidade não estava conseguindo construir uma jogada para chegar ao gol adversário, imagine com uma pressão do tamanho do concreto do Morumbi nas costas?

O São Paulo não se encontrou no segundo tempo. Tinha vontade, mas vontade no futebol depende de organização e técnica, elementos que o time não apresentou. Assim, o Fluminense foi para cima e, analisado ponto a ponto, foi quem esteve próximo da vitória.

Ceni, aos 26/2T, tirou Cueva, que apresentou pequeníssimos lampejos no primeiro tempo, mas ficou nisso. Saiu para entrada de Lucas Fernandes que, nem bem entrou, em um perigoso chute de fora da área, já fez mais que o peruano. O garoto entrou bem, entretanto, insuficiente a ponto de articular o time. Aos 42/2T, Denílson, sentindo dor na cabeça, deu lugar para Thomaz, que praticamente ficou do lado de fora.

A partida se arrastou até os 49 minutos. Neste calvário Tricolor, duas imensas cruzes pelo caminho, o Flamengo (no Rio) e o Santos (na Vila). O tempo irá dizer se o São Paulo conseguirá ressuscitar. A notícia boa do jogo é a atuação de Renan Ribeiro. Se o São Paulo tinha dúvidas quanto ao goleiro, Renan mostrou que a 1 é dele.

Com o empate, o São Paulo fechou a 10ª rodada com apenas 11 pontos. Número que, dependendo resultados, poderão afundar a equipe na zona de rebaixamento.



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