São Paulo, em seu Mito de Sísifo, enfrenta o Athletico-PR pela vaga direta na Liberta



O São Paulo entrará em campo hoje, às 16 horas, no Morumbi, pela 32ª rodada do Brasileirão, para tentar superar o Athletico-PR e também evitar que se afaste ainda mais do G4, lugar deixado na última partida, quando perdeu em casa para o Fluminense e assistiu ao Grêmio empurrar o Tricolor para fora do bloco direto da Libertadores.

Muito além dos 90 minutos contra o Athletico-PR o que também estará em jogo é o movimento para cessar o Mito de Sísifo que assola o clube nas últimas temporadas.

O Mito de Sísifo é uma criação do filósofo e escritor Albert Camus (autor também dos extraordinários livros “O Estrangeiro” e “A Peste”), onde o ser humano, em busca de um sentido para a vida, encontra-se como o personagem Sísifo, da mitologia grega, condenado a repetir eternamente a tarefa de empurrar uma pedra até o topo de uma montanha, porém, sempre quando sempre quando está perto de alcançar a meta, a pedra desce morro abaixo, anulando todo esforço empreendido, sendo obrigado a recomeçar do zero.

Assim como Sísifo, encontra-se o São Paulo nos últimos anos. Depois de quase alcançar a meta, todo início de temporada fala-se em planejamento, surgem contratações, renovam-se as esperança e inicia-se novamente o empurrar da pedra em uma nova temporada.

Na parte final da montanha do Brasileirão, com praticamente nulas as chances pelo título, o que resta ao São Paulo é terminar o Brasileiro entre os quatro primeiros colocados para assegurar uma vaga direta na Libertadores 2020. A meta, neste caso, é estar próximo do topo.

Para terminar a rodada de volta ao G4 terá que, em primeiro lugar, fazer a sua parte, em casa, vencendo o Athletico-PR e depois torcer pela Chapecoense vencer o Grêmio, às 19 horas, na Arena Condá.

O São Paulo, “soberano” há 10 anos em crise identitária, posição entre o cume da Libertadores e um novo precipício, necessita mais do que nunca vencer o Athletico-PR para afastar o sentimento de receio que, após a derrota para o Fluminense,  começou a ganhar forma e conteúdo no ambiente político do Morumbi e nas declarações dos torcedores nas redes sociais.

É o sentimento do Mito de Sísifo que apavora o clube. A pedra do São Paulo é constituída por nova troca de técnico, formação de elenco, dispensa de jogadores, troca da diretoria técnica e outros problemas recorrentes que formam a montanha de problemas do Tricolor.

A reta final do Brasileiro novamente ergue um dilema que já parece permanente à diretoria e torcedores: frente aos resultados nessa reta final de mais um ano se título: será terra arrasada, com revolta, grita, nova dispensa de jogadores, troca de técnico, dispensa de comissões, pedidos por reestruturação total, deixando a pedra voltar ao marco zero; ou será de ajustes, reforçar o que se construiu, estabelecer sequência para alcançar melhores posições nos torneios?

Em crises que se constroem e desconstroem-se rodada a rodada, parece mesmo que o São Paulo, em seu todo, precisa, antes de tudo, compreender a pedra que carrega…



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