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Crônicas do Morumbi

São Paulo arranca três pontos do Leão de Fortaleza



Foto Chiri

A tarde de sábado promoveu dois encontros distintos e semelhantes: Diniz e Rogério Ceni com a torcida do São Paulo, que ovacionou o M1to, em uma cena que 25 anos de conquistas e glórias tornam impossíveis de desaparecer na memória do Tricolor do Morumbi. Com a bola rolando, o São Paulo de Diniz, muito além dos conceitos, precisou suar a camisa para arrancar uma vitória por 2 a 1 sobre o Fortaleza.

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A primeira semana de treinamento ainda não foi suficiente para o São Paulo demonstrar o estilo Diniz em sua plenitude, mas alguns pontos foram perceptíveis: o time tocou mais a bola, marcou pressão na saída do Fortaleza, foi menos afobado, procurou construir as jogadas, no entanto, ainda carrega o peso dos tempos de Cuca: perde muitas chances na hora de finalizar.

Diniz colocou em campo Tiago Volpi, Juanfran, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo. No meio, Hernanes, Daniel Alves, Luan e Tchê Tchê. No ataque, Antony e Pablo.

O São Paulo foi intenso nos início da partida. Sufocou o Leão, criando várias oportunidades, mas o gol, aos 13/1T chegou a partir de uma jogada de bola parada. Cobrança de falta de Daniel Alves lançou a bola em direção à área, a zaga do Fortaleza falhou e Pablo chegou por trás cabeceando para a rede.

Aos 30/1T, Arboleda, soberano nas bolas aéreas, meteu a cabeça na bola, que tinha o endereço do ângulo, mas Boeck fez grande defesa.

A partida parecia sob controle para o São Paulo até que, aos 33/1T, Reinaldo cometeu pênalti em Gabriel Dias. Wellington Paulista cobrou e empatou. O igualdade no placar fez o Leão aparecer para o jogo.

O Tricolor do Morumbi seguiu tocando a bola e buscando articular jogadas, como aos 49/1T, quando Daniel Alves deixou Antony livre, cara a cara com Boeck, que fez outra grande defesa, impedindo que o São Paulo fosse para o vestiário com a vantagem no placar. Quanto à Antony, o jovem atacante vem perdendo muitos gols, assim como a torcida vem perdendo a paciência…

Com empate no placar, o Leão voltou para segundo tempo mais disposto a jogar e buscar os três pontos. Aos 12/2T, Mariano Vázquez encontrou espaço, carregou a bola pelo meio, bateu e Volpi, que a cada partida vem segurando e muitas vezes salvando o São Paulo, saltou para colocar a bola para escanteio.

Com o crescimento do Fortaleza, aos 13/2T, Diniz resolveu tirar Hernanes para a entrada de Vitor Bueno. Quanto a Hernanes, há que ressaltar: o meia, que tem história no São Paulo, em toda temporada 2019 apresenta um futebol muito aquém do seu potencial. Jogador que além da habilidade tem como característica a raça, mas em muitos momentos parece desconectado da partida, apresenta-se muito lento, quebrando o ritmo da equipe.

A entrada de Vitor Bueno melhorou um pouco a dinâmica da equipe, mas o São Paulo sofria para articular jogadas, com um Fortaleza mais compacto e firme na marcação.

Aos 26/2T, com o time necessitando movimentar-se, Diniz sacou Juanfran e colocou jovem Igor Gomes, que há tempos vem entrando e mexendo no tabuleiro no meio-campo, deixando sempre o setor mais movimentado, abrindo espaços e dificultanto o sistema de marcação dos adversários.

E foi justamente em um dos momentos de toque de bola, movimento e conexões rápidas que, aos 33/2T, Tchê Tchê recebeu no meio, abriu para Antony na ponta, que se esforçou, cruzou na área para a Igor Gomes chegar e concluir para gol.

O segundo gol proporcionou a segurança e confiança necessária para o São Paulo. Aos 38/2T, lance do Sobrenatural de Almeida: Pablo cruzou, a bola sobrou para Vitor Bueno bater, livre, de frente para a meta, mas a bola desviou em Quintero e caprichosamente bateu na trave.

O terceiro gol, inexplicavelmente parou na trave, porém, àquela altura, o São Paulo já tinha domesticado o Leão. Só esperou o avanço do cronômetro para sair com três pontos do Pacaembu e fazer a alegria dos 34.962 presentes.

O método Diniz apresentou alguns sinais. É preciso mais tempo. O mais importante, neste momento, é o São Paulo acumular pontos, principalmente jogando sob o seu mando, e seguir vivo na disputa por, no mínimo, uma vaga direta na Libertadores.



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Autor

Ricardo Flaitt

Ricardo é jornalista e escritor. O futebol tabelou com sua vida quando chegaram as primeiras imagens do pai torcendo e sofrendo por um clube. O que era incompreensível nos primeiros anos, com o passar do tempo, compreendeu que o futebol era muito mais complexo que um simples correr atrás bola. Mas, quando assistiu ao primeiro vídeo de Garrincha, então, reavaliou todos os seus conceitos sobre o futebol, e a vida. Deparou-se com o imprevisível. Segue na busca de um ponto de partida, no sentido de compreender o futebol a partir do preceito de Nelson Rodrigues de que “em futebol, o pior cego é o que só vê a bola”.

flaitt.ricardo@gmail.com

@ricardo_flaitt