São Paulo: agora, ou vai, ou Vasco



fotomontagem: Jaime Alves

fotomontagem: Jaime Alves

Chegamos a 15ª rodada nesse mar que é o Brasileirão. O São Paulo enfrenta gramados turbulentos, ocupa a 18ª posição, com apenas 13 pontos em 42 disputados, tentando dobrar o Cabo da Boa Esperança para sair da zona de rebaixamento.

Hoje à noite, às 21h45, o São Paulo se lançará novamente ao mar de gente do Morumbi, para enfrentar o Vasco da Gama, adversário de tradição, que ocupa a 9ª posição, à espera de uma vitória para entrar no G-6, com 20 pontos, colado em Cruzeiro e Sport, ambos com 21 na tabela.

Com avariações no casco do Morumbi, Dorival, um novo comandante, chegou para dar um prumo à nau Tricolor. Nos dois primeiros desafios, deparou-se com duas turbulências: empatou com o lanterna Atlético-GO em suas águas e perdeu em Chapecó com duas flechadas do Índio Condá. O mar ficou mais bravio.

Evidente que, com poucos dias na embarcação, Dorival pouco conseguiu fazer para dar um norte ao São Paulo. O time lutou, mas, do ponto de vista tático, pouco mostrou em evolução. Insistiu com jogadores como Nem, que está à deriva da bola.

As perguntas que pairam são: Conseguirá o São Paulo ser um time criativo, capaz de fazer a bola chegar ao ataque em jogadas construídas? Diante de um gol do Vasco, a equipe vai naufragar psicologicamente com vem acontecendo? Irá se lançar ao ataque ou jogará fechado, esperando um contra-ataque? Cueva reencontrará uma bússola para o seu futebol?

Dentre muitos questionamentos, uma certeza: o São Paulo precisa da vitória contra o Vasco para iniciar um novo ciclo,  encontrar terra firme e Dorival ter a estabilidade necessária para montar uma equipe que praticamente foi montada em julho de 2017.

Com 12 pontos na tabela, em 14 rodadas, sendo apenas 3 vitórias e, considerando a nota de corte em 45, para permanência na série A, o Tricolor precisará de 11 vitórias em 24 partidas, ou fazer, a partir de agora, tudo o que não fez até o momento.

O ano, para o São Paulo, começa quando o apito soar contra o Vasco. Agora é tudo ou nada, ou vai, ou Vasco.



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