São Paulo 3 x 2 Botafogo: No peito e na raça



foto Rubens Chiri

Depois de um 2017 e um início de 2018 complicados, muitas vezes sem perspectiva de melhoras, quem imaginaria encontrar o São Paulo no topo da tabela no Brasileirão?

Ainda que o torneio esteja apenas em sua oitava rodada – que ainda não terminou – , e o São Paulo pode deixar a liderança, sem dúvida, há tempos que o Tricolor Paulista sente o gosto de estar líder.

Em terra em que os caminhoneiros continuam parados em busca de melhores condições de trabalho e de vida, a bola segue rolando no Brasileirão e o fato é que é que o São Paulo encarou o Botafogo, no Morumbi, lutou, correu e venceu, engatando a terceira vitória consecutiva.

Logo no início da partida, um vacilo de marcação, que permitiu infinitos passes do Botafogo, até a bola chegar aos pés de Valência, aos 15/1T, na entrada da grande área, livre de marcação, enfiar o pé e colocar a bola no ângulo de Sidão.

O Tricolor não se abateu. Manteve o ritmo. Minutos depois, aos 19/1T, Marcos Guilherme fez jogada pela direta, tocou para Petros, que lançou na área, a bola bateu da defesa do Botafogo e deu margem para Everton chegar por trás e sofrer pênalti (?). Não foi pênalti, mas a bola estava pronta para  marca da cal. Nenê ajeitou, bateu, Jefferson quase pegou, mas a bola entrou, cravando 1 a 1 no placar.

O São Paulo seguiu forte. Aos 30/1T, Marcos Guilherme recebeu na ponta direita, cruzou na pequena área, a defesa do Fogão assistiu a bola passar nas costas, dando liberdade para Diego Souza invadir e colocar o peito, pegar o contrapé de Jefferson e virar a partida.

Aos 49/1T, o São Paulo ampliaria o placar depois de um vacilo de Rodrigo Lindoso que, em toque mal dado no meio campo, deixou a bola com Jucilei, que armou o contra-ataque. Bolas nos pés de um Diego Souza mais magro, mais ágil e participativo, tocar na esquerda para Everton receber, e enfiar o pé numa bola cruzada sem chances para o arqueiro do Fogão. 3 a 1 com o São Paulo jogando bem.

No segundo tempo, o São Paulo continuou dominando o jogo, enquanto o Botafogo pouco chegava à meta Tricolor. Domínio suficiente para Aguirre poupar um trio entrosado, formando por Nenê (Shaylon), Diego Souza (Liziero) e Everton (Valdívia).

O futebol do São Paulo caiu um pouco, mas nada que o Botafogo pudesse oferecer perigo, não fosse um lance de bola parada, já aos 37/2T, em cobrança de falta na esquerda, Valência cruzou na área, a defesa do Tricolor vacilou deixando Pimpão sozinho para cabecear no canto direito de Sidão.

O 3 a 2 e a possibilidade e um empate não aumentou a chama do Fogão. O São Paulo administrou os minutos finais e garantiu mais três pontos no Brasileirão, chegando a 16, na liderança provisória do campeonato.

Alguns pontos são certos no São Paulo: a equipe não apresenta mais a frouxidão dos anos anteriores, quando depois de levar um gol o time se desmontava física, técnica e moralmente. O time é, com o perdão do trocadilho, mais Aguerrido.

O time é mais coeso, com os dois ponteiros compactando na marcação sem a posse de bola e avançando com muita rapidez na recuperação.

Em contrapartida, é importante observar que os dois gols do Botafogo apresentam falhas. O primeiro, resultado de uma liberdade imensa para um jogador bater o meio da rua, com pouca ou quase nada de marcação. O segundo de uma falha na defesa, que deixou o atacante subir sozinho dentro da área.

Nada que sobreponha aos pontos positivos, mas questões pontuais necessárias e fundamentais a serem ajustadas para uma equipe que luta para brigar pelo título e, na próxima rodada, enfrentará ninguém menos que o Palmeiras, no Allianz, local onde nunca sentiu o gosto da vitória.



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