São Paulo: 13 anos de solidão no Paulista



Quando pisar no gramado do Pacaembu, hoje, às 19h30, contra o Mirassol, o São Paulo completará 13 anos sem conquistar o Campeonato Paulista. Com isso, formou uma geração de novos torcedores que desconhecem a comemoração de um regional.

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Comandado por Emerson Leão, era formado contava com jogadores como Rogério Ceni, Lugano, Fabão, Edcarlos, Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior, Grafite, Diego Tardelli, Luizão, entre outros. Ah! E por mais que parece obra do realismo fantástico, até Falcão, ele mesmo, o craque do futsal, foi campeão do Paulista em 2005.

Naquele abril de 2005, ainda não sabiam os tricolores que a taça regional – não fosse a escassez futura -, representaria apenas o início de uma trajetória de uma equipe que conquistaria os tricampeonatos das Américas e do mundo.

No vácuo formado entre 2005 e 2019, uma geração de são-paulinos foram relegados à solidão por nunca virem seu clube levantar a taça do regional. Neste recorte histórico, muitos técnicos caíram, jogadores partiram, jogadores chegaram, outros chegaram, mas não jogaram, presidente caiu, enquanto os títulos foram rareando, num movimento dialético e cíclico, de ascensão e declínio da civilização formada em Macondo-Morumbi.

Muitas vezes parece haver mais ficção na realidade que na própria ficção, como no romance “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez, os tricolores-Buendías parecem também sofrer com a peste da insônia, provocando o esquecimento total, obrigando as pessoas a começarem a anotar em papéis as tarefas do cotidiano.

Nesse processo de esquecimento, os são-paulinos desses tempos imemoriais, são obrigado a recorrer ao google para colocar bilhetes em suas memórias e, assim, para poder transmitir às novas gerações o como era o São Paulo em 2005.

Com elenco reforçado, novo técnico e nova comissão técnica, o São Paulo 2019 iniciará mais uma nova jornada no Paulista, como um Melquíades de Gabo à espera de encontrar uma nova engenhoca de conquistar títulos.



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