São Paulo 0 x 0 Bahia: empate, mesmice e vaia



Foi mais uma partida dura de assistir, principalmente aos mais de 44 mil torcedores no Morumbi, que acabaram trocando a macarronada com a família por um futebol macarrônico. Segundo o Footstats, as equipes realizaram apenas seis finalizações, sendo 4 do São Paulo e 2 do Bahia. O São Paulo, pouco intenso e criativo, não conseguiu atacar e articular jogadas; enquanto o Bahia, reativo, no balanço final, teve até mais chances de sair do Morumbi com a vitória.

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O São Paulo entrou com Volpi, Hudson na lateral direita, Bruno Alves, Walce e Reinaldo. No meio, Liziero, que se machucou e saiu aos 14/1T, Luan, Tchê Tchê e Hernanes (Nenê). Na frente, Antony, Pato (Helinho) e Toró, que foi expulso no segundo tempo em um lance que o árbitro pesou a mão.

Logo aos 6/1T, depois de Toró perder uma bola no ataque, o Bahia acelerou e, em dois toques, ligou Gilberto, na grande área, bater cruzado e a bola tirar tinta da trave de Volpi.

Com três volantes no meio-campo, o Bahia dominou o setor e travou qualquer ímpeto e capacidade criativo do São Paulo. No contra-ataque, apostava na velocidade de Artur.

Com 20/1T, a outra jogada de destaque no primeiro tempo: Antony recebeu a bola na meia-lua, bateu, a bola desviou em Lucas Fonseca, tirou o goleiro, mas parou na trave. Esse gol poderia mudar o panorama da partida, fazendo com que o Bahia se soltasse, mas essa ideia parou no “se”.

No segundo tempo, o São Paulo tentou impor um ritmo e encurralar o Bahia, mas parava no bloqueio baiano. Sem o Tricolor Paulista conseguir chegar, depois da expulsão de Toró (vermelho exagerado…), aos 26/2T, o Bahia não só consolidou seu domínio como também passou a chegar com muito perigo no ataque. Não fosse a falta de pontaria de Fernandão, o que não seria exagero é dizer que poderia ter voltado com a vitória.

Ainda segundo o Footstats, o São Paulo terminou com 56,8% de posse de bola e o Bahia com 43,2%. Considerando que a proposta do baianos era deixar a bola com o Tricolor Paulista, o percentual reativo foi alta.

O São Paulo trocou 453 passes, com 35 errados; o Bahia, 295, com 46 errados. A partir dos números, o São Paulo dominou, mas, na prática, todo esse volume de troca de passes foi infrutífera, com a equipe não conseguindo articular jogadas entre os setores.

Empate desastroso para o São Paulo, que jogou em casa, e tem de somar o maior número de pontos antes da parada para a Copa América.

O futebol apresentado por ambas as equipes foi desanimador. O Bahia foi bem em sua proposta reativa. Já o São Paulo ainda precisa evoluir, principalmente encontrar alternativas para quando enfrentar times com propostas de retranca, grande maioria no Brasileirão, ainda mais quando se joga em casa.

Curiosamente, o São Paulo voltará a enfrentar o Bahia, na quarta, às 21h30, pela Copa do Brasil. A questão que paira é: encontrará Cuca um esquema para furar o bloqueio baiano?

No Brasileirão, o São Paulo só voltará a jogar no dia 26 de maio, pela 6ª rodada, contra ninguém menos o arquirrival Corinthians, na Arena, onde nunca venceu.



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