SanSão para mostrar a força e a capilaridade do futebol brasileiro



A onda reativa que assolou os gramados brasileiros poderá encontrar um rochedo no estádio do Pacaembu, que abrigará a disputa entre Santos e São Paulo, hoje, às 17 horas, no primeiro clássico do Paulista 2019. Com propostas ofensivas, Santos e São Paulo poderão proporcionar uma sobrevida ao futebol praticado no Brasil. É o que se espera das equipes comandadas por Sampaoli e Jardine, técnicos que priorizam, muito além das modernetes nomenclaturas,  o “jogar bola”.

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O Sansão representa uma esperança frente à reatividade, que renegou a bola, entregando-a ao adversário, tornado quase que insuportáveis assistir muitas partidas disputadas no futebol brasileiro.

O domínio da posse de bola, sem objetividade, fazendo a bola girar entre os defensores e os volantes, é tão nociva quanto o reativo. Entrega da posse e domínio inócuo foram cortando a capilaridade do jogo e criaram ilusões estatísticas para quem não assistiu à partida e só acompanhou a tabela estatística.

Não se trata de lançar o time ao ataque de forma tresloucada, mas de encontrar um equilíbrio entre defender com eficiência e não ter medo de atacar, seja em jogadas construídas entre as linhas ou até mesmo por contra-ataque.

De reativo já bastam a vida e a sociedade. Os torcedores deixam suas casas, gastam com ingressos caros, com alimentação, enfrentam horas no transporte público, muitos levam os filhos iniciando-os nessa religião pagã, e o mínimo que merecem é assistir a um jogo disputado, na bola.

Ganhar ou perder fazem parte do jogo, e da vida. Mas há que se jogar. Neste início de temporada 2019, que Santos do argentino Sampaoli e o São Paulo de Jardine proporcionem um espetáculo digno da tradição do futebol sul-americano.

Ninguém aguenta mais o antijogo resultadista. Para quem assiste do sofá, torna-se um belo convite ao sonho, e ao sonho. Não se pode esperar menos de dois clubes que, juntos, possuem seis Libertadores e cinco Mundiais Interclubes.



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