Renovar com Lugano é destruir um ídolo



É a hora de Lugano pensar em fazer parte da comissão técnica do SPFC

É a hora de Lugano pensar em fazer parte da comissão técnica do SPFC

Lugano, eterno ídolo, El DIO5, retornou ao São Paulo sob um contexto de reconstrução. Aliás, o Tricolor encontra-se há tanto tempo em reconstrução, que mais parece obra em igreja.  A contratação de Dio5 foi implorada pela torcida.

Em tese, diante de um time descompromissado e cheio de mi-mi-mi, Lugano seria o responsável em colocar alma em um Tricolor que arrastava correntes nas partidas. Um time indiferente, que mantinha a mesma postura, a mesma expressão, independente do resultado.

Na teoria, a ideia de Lugano voltar era boa. Também fui um entusiasta e pensei que o uruguaio seria capaz de injetar vontade em um elenco apático como o do ano passado. Mas, passado o tempo, fica a pergunta: na prática, funcionou? Não.

Todos sabiam de sua idade avançada, mas não se imaginava que ele estivesse tão distante do jogador que um dia foi campeão do mundo com o São Paulo.

Atuou em poucas partidas. Nenhuma que fizesse a diferença, nem para o bem, nem para o mal. Tornou-se um reserva de luxo. Mesmo que suas limitações estavam diante dos olhos de todo torcedor, até os mais doentes pelo clube, enxergavam que não dava mais.

Eis que agora o contrato de Lugano encaminha-se para o final. Dia 30 de junho é o prazo final (?) de seu contrato. Em novembro, completará 37 anos. E surge um novo dilema para a diretoria: renovar ou não renovar, eis a questão.

Com o coração e pelo ídolo que é, evidente que sim; mas, por outro lado, o da razão, não dá não! Se o São Paulo, agora sob comando de Leco, é um time para ser reconstruído, convenhamos que não dá para manter Lugano ganhando um alto salário, no banco, simplesmente por ser ídolo.

Se Leco, agora eleito de fato presidente, quer mesmo reconstruir o São Paulo, terá de tomar decisões fortes para o bem da instituição. E uma dessas decisões é encarar o fato de que não dá para renovar com Lugano.

A questão não é simples: descartá-lo seria um tremendo erro. Por outro lado, prolongar o contrato até o final do ano, também.

O meio termo seria não renovar com Lugano, porém, mantê-lo no clube, com funções no futebol. Lugano jamais deve sair do Tricolor, mas agora é momento de contribuir em outro setor.

Além de manter Dio5 no clube, um jogo comemorativo seria também mais do que justo para um jogador que ama o São Paulo, honra a camisa e, sobretudo, chegou ao topo do mundo com o Tricolor.



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