Qual São Paulo jogará em La Paz?



A partida, impecável, do São Paulo contra o River Plate, no Morumbi, esclareceu dúvidas, colocou exclamações e deu indícios de que o time – perdido em 2016 – encontrara um caminho a seguir. Contra os argentinos o São Paulo venceu, e convenceu. No entanto, poucos dias depois, pelas quartas-de-final do Paulista, a cabeça do torcedor voltou a ficar repleta de dúvidas e encheu-se de interrogações quando assistiu, perplexo, o São Paulo tomar um vareio de bola, e uma goleada, do Audax.

As distâncias entre as atuações de quarta a domingo, que levaram o São Paulo das nuvens ao chão, impregnaram uma pergunta que persistem em martelar na mente de torcedores e da crônica esportiva: – Qual São Paulo entrará em campo no jogo decisivo contra o The Strongest, valendo passagem para a segunda fase da Libertadores?

O São Paulo vem entortando conceitos, táticas e prognósticos. Mais que isso: instaura a dúvida hiperbólica, pois, como não bastassem elementos para  questionamentos a partir da irregularidade de atuações, Bauza sinalizou que contra o The Strongest poderá abrir mão de Ganso e formar uma equipe com nada menos que três volantes, desconstruindo um caminho que parecia ter começado a ser pavimentado contra o River.

Evidente que, eliminado do Paulistão de forma humilhante, com atuações bipolares, procurando uma identidade, a partida em La Paz representa muito mais que o avançar à segunda etapa da Libertadores. Será oportunidade para oferecer respostas, estabelecer parâmetros não só com relação ao todo, o time, mas também individualmente.

“A guerra em La Paz”, conforme movimentos da diretoria tricolor, determinará quem partirá e quem ficará no São Paulo para o segundo semestre. Frente à pressão, o jogo será decisivo para Denis demonstrar que tem condições de assumir a meta Tricolor; para Wesley mostrar que não é apenas uma sombra do jogador que um dia fora no Atlético-PR e no Santos; momento para Thiago Mendes mostrar que as boas atuações em 2015 não foram meros acasos; que os erros e afobamentos de Rodrigo Caio são devidos à tenra idade; se Michel Bastos terá forças para impor seu bom, mas esquecido futebol; entre outros enigmas a serem desvendados.

Diante de tantas oscilações, tantas dúvidas e tantos desencontros, o São Paulo, nas alturas dos Andes, partirá em busca de uma verdade, de um ponto de equilíbrio, de parâmetro, para determinar se de fato tem um elenco capaz de jogar bola como fora contra o River ou se o time ideal continuará existindo apenas enquanto pensamento.

Mais do que avançar na Libertadores o São Paulo, subirá a Cordilheira em La Paz, procurando também definir sua identidade e quão alto pode chegar esse elenco.



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