Pratto e Hernanes: incógnitas no São Paulo 2018



Nem virou 2017 e a dupla Raí e Ricardo Rocha já tem uma dura missão pela frente: manter Pratto e Hernanes para o início da próxima temporada. As situações das permanências dos atletas são novelos a serem desenrolados pelos gestores.

Segundo conselheiros do São Paulo, ainda que Hernanes demonstre vontade de ficar, há uma cláusula no contrato com o Hebei Fortune (China), em que o clube tem o direito legal de solicitar seu retorno a qualquer momento. E é exatamente o que os chineses indicam.

Especula-se, com menor peso nos bastidores, que poderia ser um jogo de cena para arrancar dinheiro do São Paulo, no entanto, um clube que só de salários paga R$ 2 milhões (sendo atuais R$ 500 mil pagos pelo Tricolor) não estaria muito preocupado com grana.

Existe também a possibilidade de o Hebei Fortune negociar Hernanes com um clube europeu, nas devidas proporções, na mesma linha do que aconteceu com Paulinho, quando saiu da China para o Barcelona e, deste modo, repor os R$ 33 milhões de investidos no jogador, quando o contratou junto à Juventus (ITA), mas estava atuando na equipe B chinesa.

Para uma sonhada contratação pelo São Paulo, Hernanes é completamente inviável e fora dos patamares econômicos do clube que, mesmo vendendo aos cântaros em 2017 terá que encontrar novas soluções ou novas vendas para repor um novo déficit financeiro.

Há que se considerar que Hernanes tem seu contrato de empréstimo até o meio de 2018, fator que, desde já, coloca um novo aspecto sobre a situação do meia, uma vez que, mesmo que permaneça, Raí e Rocha terão de começar a pensar sobre uma peça de reposição para o setor. E jogador à altura de Hernanes não está fácil, nem barato.

Seja agora ou no meio do ano que vem, dificilmente Hernanes permanecerá no São Paulo.

O caso Pratto está à mesa da diretoria. Quatro motivações podem o distanciar do Morumbi:

1) O desejo de morar na Argentina, uma vez que sua família está em terras portenhas;

2) O fato de que o River Plate disputará a Libertadores, configurando-se com em uma vitrine maior, constituindo uma tentativa – ainda que remota – de conquistar uma vaga entre os selecionáveis para a Copa do Mundo na Rússia;

3) A proposta sinalizada pelo River, em torno 11 milhões de dólares, sendo que o Tricolor possui 55% do passe e os outros 45% estão vinculados ao Atlético Mineiro;

4) Há um desgaste de Pratto com a diretoria do São Paulo, que promoveu um desmonte da equipe na temporada, levando o time a lutar contra o rebaixamento, fazendo com que o atleta se distanciasse de possíveis convocações para a seleção argentina, o que o deixou enfurecido.

A investida em Diego Souza seria uma possível carta na manga para minimizar a perda de Pratto. Tréllez, do Vitória, também seria opção, mas a resistência nos bastidores pelo colombiano é grande. O argumento é: se for Tréllez, que então se promova Brenner, da base.

Salvo uma reviravolta, dificilmente Pratto e Hernanes comporão o elenco do São Paulo no início de 2018.



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