Os Mitos também erram



Torcida do SPFC erra ao colocar o técnico Ceni acima do bem e do mal

Torcida do SPFC erra ao colocar o técnico Ceni acima do bem e do mal

“O São Paulo é um time em construção”. Esse é o principal argumento utilizado pela maioria dos torcedores tricolores para justificar tropeços nesse início de temporada.

Partindo dessa premissa mais passional que racional, estabelecem, os torcedores, a sensação de que ao Mito tudo é permitido, não se pode questionar o trabalho desenvolvido até o momento e, sobretudo, qualquer erro será perdoado.

Mesmo que Rogério Ceni fracasse como técnico é óbvio que seus feitos como atleta não serão diminuídos na história do São Paulo. Por outro lado, uma vez elevado à condição de técnico, não pode ser colocado à margem de questionamentos.

Após três meses entre treinamentos e disputas, alguns pontos podem – e devem – ser colocados em discussão na equipe do São Paulo. Questões que são interligadas, envolvendo o técnico, o elenco e a diretoria.

Está mais do que evidente que o planejamento da formação do plantel 2017 é falho. O Tricolor possuía três goleiros e Rogério mandou buscar Sidão. E hoje ventila-se a informação que se busca um quarto para a posição. A diretoria errou, Ceni também, ao indicar Sidão(?).

Um clube do porte do São Paulo não pode passar três meses com apenas três laterais para ambos os lados. Ou seja, um time três vezes campeão do mundo não possuía em reserva para uma das alas, tendo que improvisar um garoto, o bom Araruna, buscado na base, que joga pelo meio, para segurar a bronca na lateral.

O inadmissível em possuir apenas três laterais tentou ser contornado por meio da contratação, por empréstimo, de Edimar, junto ao Cruzeiro. Mas o que era para ser ajuste, expôs ainda mais a fragilidade da formação do grupo: Edimar, no primeiro treino, sentiu e ficará fora por 30 dias. Para completar, Bruno, também está fora. Assim, o que era para ser quatro, ficou pior que os três iniciais, reduziu-se a dois, Júnior Tavares e Buffarini.

Com poucas peças e algumas limitações pontuais, abre-se um novo questionamento: como Rogério Ceni vai implantar seus conceitos de rodízio, movimentação, com esse elenco? Não há nem um camisa 10 reserva para a equipe.

Se Ceni está há pouco tempo, por outro lado, também ficou evidente que ele encontra dificuldades nos momentos das substituições. Na última partida, pela Copa Sul-Americana, entre Defensa y Justicia, mais um caso que mesmo os mais fanáticos e cegos de amor por Ceni conseguirão negar que ele errou.

Poderão alegar que o time era mesclado. Ainda assim, isso em nada ocultará o fato  que Rogério Ceni mudou mal o time.

Buffarini, amarelado desde os 6 minutos do primeiro tempo, e dando várias entradas duras nos adversários, era a crônica de uma tragédia anunciada. Ainda assim, Ceni tirou Chavez para colocar Júnior Tavares.

Com o time formado por 3 zagueiros, Ceni tirou Breno para dar lugar a Shaylon, que depois da expulsão de Buffarini, teve que também tirar o garoto para colocar Wellington. Alteração desnecessária caso tivesse tirado Buffarini, e colocado Júnior Tavares.

Espelhar também o esquema 3-5-2 do fraquíssimo Defensa y Justicia também  pode ser considerada uma ideia questionável, quase invencionice. Se Rogério Ceni quer mesmo fortalecer seu sistema de jogo, poderia manter o mesmo que estava aplicando com o time principal.

Por mais que grande parte da torcida tricolor se revolte diante da possibilidade do mais simples questionamento em relação à Rogério Ceni, algumas falhas estão se repetindo.

Com isso já estamos decretando o fim de Ceni como técnico? Não! Longe disso! Porém, o comportamento da torcida, em colocar Rogério acima do bem e do mal é outro ponto questionável.

O São Paulo entrará em uma era de duros jogos, momento em que muitos conceitos poderão se dissipar frente aos conceitos e a prática dos adversários. Nem tudo é divino maravilhoso, por isso a torcida do São Paulo precisa estar atenta e forte, sem medo de temer a morte.



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