O próximo desafio de Aguirre: unir raça e futebol



Ficou claro como um azul celeste que o São Paulo de Aguirre, com menos de 15 dias no comando, é um time com raça e vontade de vencer, que pode até cair, mas que lutará até o final. Espírito este que há anos se perdera no Morumbi, criando um estigma de o time já parecer entrar derrotado nas partidas, principalmente nos clássicos.

Esse novo comportamento Tricolor foi demonstrado nas partidas das semifinais do Paulista contra o Corinthians, em que o time defendeu com unhas e dentes seu território, venceu a primeira partida e lutou por cada espaço no campo, tanto em casa quanto no gramado adversário.

Retirar o elenco do São Paulo de um estado de indiferença foi a grande contribuição de Aguirre. Postura esta que necessita de manutenção permanente.

Se por um lado o Tricolor parece ter adquirido alma, agora a missão de Aguirre, é desenvolver padrões táticos, de modo que o time não se restrinja a defender, mas que também consiga articular jogadas entre os três setores. Ou seja, é preciso agora também jogar bola.

A conciliação da determinação com o jogar bola é que determinará a evolução da equipe.

Além de raça e a construção de modo de jogar, também ficou nítido que o São Paulo precisa reforçar o elenco para a temporada 2018.

Missão de responsabilidade de Raí, Lugano e Ricardo Rocha, o Tricolor ainda precisa de um centroavante, um lateral-direito, um jogador para atuar pelas pontas e um novo camisa 10, já que dificilmente Cueva, depois da Copa da Rússia, permanecerá no Tricolor.



MaisRecentes

Aguirre: liderança, baixas, racha e queda



Continue Lendo

3 zagueiros, 3 volantes e 1 um gol meio da rua



Continue Lendo

Futebol reativo, o túmulo do futebol brasileiro



Continue Lendo