No Morumbi, um sofrível São Paulo cai para o Fluminense



Foto: Chiri

Confronto de Tricolores no Morumbi pela 31ª rodada: o paulista entrou em seus domínios, configurando G4 na competição; enquanto os cariocas, no Z4. Bastaram 90 minutos e uma vitória do Grêmio para a ordem dos fatores se alterarem. O Fluminense sapecou 2 no São Paulo, saiu do Z4 e tirou o São Paulo do G4, empurrando os paulistas para o quinto lugar.

O São Paulo entrou com Volpi, Daniel Alves, Arboleda e Reinaldo. No meio, três volantes: Tchê Tchê, Jucilei e Liziero, como um armador. No ataque, Vitor Bueno, caindo pela esquerda e fechando pelo meio; Pablo e Antony.

No início da partida até que o São Paulo tentou, porém não era um time com intensidade suficiente e capacidade de finalização necessária para romper a linha da meta do Flu.

A partida seguiu como o tempo no Morumbi, uma chuva fina, um chove-não-molha, até que aos 36/1T, Daniel alçou uma bola na área, pane geral na marcação, Arboleda não vê Digão entrar livre na pequena área para enfiar a cabeça e abrir o placar.

Para entender o primeiro gol sofrido pelo São Paulo, basta relembrar uma jogada contra o Chapecoense quando, aos 40/1T, bola alçada na área e o zagueiro Douglas também cabeceou livre na pequena área, porém, neste caso, a bola só não entrou porque Volpi fez um milagre.

Como miséria pouca e bobagem quanto ao futebol do São Paulo, três minutos depois, aos 39/1T, Caio Henrique pegou a bola antes do meio-campo, avançou, tocou, pegou a defesa do Tricolor paulista completamente desarrumada, no desespero para tentar voltar, mas muito distante para barrar Marcos Paulo, que de frente para a meta, só deslocou de Volpi. 2 a 0.

No intervalo, Diniz tirou Jucilei e colocou Hernanes, também sacou Liziero para Alexandre Pato. Não mudou nada, com isso, o segundo tempo foi arrastado, com o Fluminense, ex-comandado por Diniz, em vários momento ficou cozinhando a partida, trocando infinitos passes, enquanto muitos jogadores do São Paulo assistiam à partida do lugar mais privilegiado do Morumbi: dentro do campo.

Faltava intensidade para reagir. Assim, a partida criava um falso volume de jogo até o apito final.

Por mais que o futebol tenha sua parcela de imprevisível, o São Paulo desafia a compreensão. Contrata jogador medalhão, jogadores com alta bagagem internacional, revelações do campeonato, jogador de clube europeu, técnico consagrado, técnico com ideias diferentes do que se pratica, mas a impressão que se repete, ano após ano, é que tudo se resume a momentos de esperança, brilhos esparsos e apagões.

O São Paulo, há 10 anos, parece buscar uma identidade, mas se perguntar aos torcedores qual é a cara do time, a impressão é que a cada temporada, a cada torneio só sê vê uma imagem distorcida.

Depois de derrota, a forma como perdeu para o Fluminense, time cambaleante no torneio, sob as luzes dos seus refletores, a pergunta que se faz a cada rodada é: conseguirá esse São Paulo, ao menos, terminar entre os quatro primeiros do Brasileirão 2019?

Diante do que se vê, mais dúvidas que certezas…



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