No Choque-Rei, São Paulo perde e entra em curto no Brasileirão



Zagueiros definiram o clássico: Mina e Vitor Hugo marcaram para o Palmeiras

Zagueiros definiram o clássico: Mina e Vitor Hugo marcaram para o Palmeiras

O São Paulo, em curto-circuito na tabela e nos bastidores, foi ao Allianz para enfrentar o líder Palmeiras e o resultado do Choque-Rei foi de alta voltagem para o Tricolor, que perdeu de virada por 2 a 1 e agora precisa reunir energias para virar a chave e evitar as sombras da segunda divisão.

O primeiro tempo foi em 110v. A tensão oscilou praticamente em dois momentos: aos 16/1T, quando a ala do São Paulo falhou, permitindo o lançamento palmeirense para Rafael Marques, que só não abriu o placar graças a uma defesaça de Denis.

E em nova falha das alas do São Paulo, Allione recebeu sozinho na área, mas com o gol aberto, pegou mal e assistiu desesperado a bola escorrer para a linha de fundo, do lado da meta Tricolor.

Depois o primeiro tempo se arrastou em modo econômico de consumo de energia.

O segundo tempo foi com transmissão 220v. Logo aos dois minutos, Kelvin – jogando na ponta esquerda – passou pelo marcador, cruzou forte para a área, Chavez escorou para abrir o placar para o Tricolor. Gol inimaginável pelo futebol apresentado pelo São Paulo, mas que poderia dar uma luz de esperança em meio às trevas que rondam o clube do Morumbi.

(Há que se jogar uma luz sobre um acontecimento: o atacante Chavez, que marcou o gol, foi penalizado com cartão amarelo devido à comemoração. O gol é o maior brilho do espetáculo e jamais pode obscurecido por regras que estão matando o futebol.)

Mas o bico de luz que o São Paulo acendeu no Allianz durou apenas oito minutos. Aos 10/2T, falta para o Palmeiras, Dudu cruzou, o zagueiro Mina subiu no meio de três jogadores do Tricolor, enfiou a cabeça e a bola entrou no canto esquerdo de Denis. Posteriormente, a imagem revelou que Mina estava impedido, mas é um lance muito difícil. Fácil só com a imagem fixada.

O time que teve tudo, com o improvável 1 a 0, para estabilizar a voltagem da partida, não conseguiu segurar. O empate deu uma sobrecarga de adrenalina nos palmeirense e fez cair o disjuntor do São Paulo, que sentiu o gol.

Improvisado na lateral direita com Wesley; sem um meia-armador, com João Schmidt com a missão de criar jogadas; o bom Chavez isolado, matando-se para tentar algo no ataque; sem Rodrigo Caio e Carlinhos, que saíram machucados; sem Michel Bastos, afastado dos planos tricolores e o menino Luiz Araújo sentindo a corrente que é um clássico, o São Paulo entrou em curto.

O apagão começou na cozinha do São Paulo. A defesa não se encontrava. O gol da virada era questão de tempo e chegou aos 25/2T, quando Dudu cobrou escanteio, Vitor Hugo subiu – assim como Mina – no meio zaga, enfiou a cabeça para desencapar o fio de esperança do São Paulo: 2 a 1 e com o time eletrizado.

Para elevar a tensão, o Palmeiras, que voltou com Gabriel Jesus. O menino com nome de santo fez o inferno na defesa do São Paulo. Aos 33/2T, Jesus matou no peito, abriu espaço na frente de Maicon, bateu no canto esquerdo, mas Denis, novamente, salvou o Tricolor.

Até os segundos finais, o Palmeiras foi só pressão e o Tricolor só tensão. O choque poderia ter sido maior, mas ficou no 2 a 1. O São Paulo retorna ao Morumbi com a missão de religar a energia e evitar as trevas na história do clube, a segunda divisão, que está logo ali.

Sob o argumento de que seriam nomes ideais para reunir forças diante do que se tem e de como está, já existe muita gente dizendo que o melhor seria Rogério Ceni assumir o São Paulo e Marco Aurélio Cunha intermediar os bastidores.



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