Majestoso: 1 a 1 no placar e na zueira



Maicon abriu o placar e imitou uma "galinha" na comemoração.

Em clássico de um tempo só, o São Paulo abriu o placar logo no início do segundo tempo, em cabeçada de Maicon, mas cedeu o empate em mais uma falha de posicionamento defensivo, em que Jô cabeceou livre, dentro da pequena área.

O primeiro tempo não mereceria nem um parágrafo. Resumiu-se a dois ou três chutes, com o Tricolor tentando colocar pressão para furar o bloqueio corinthiano. Assim, os 45 minutos iniciais foram “dose para mamute” de assistir.

Jogo mesmo aconteceu no segundo tempo. Logo no começo, aos 4/2T, Araruna cobrou escanteio, Cícero escorou para dentro da área e Maicon enfiou a cabeça para abrir o placar.

Na comemoração, Maicon zuou os corinthianos, imitando uma galinha, para delírio dos torcedores e irritação dos alvinegros. Como os regulamentos estão distantes das realidades das arquibancadas, o zagueiro Tricolor levou cartão amarelo.

Com 1 a 0 no placar, o Corinthians desestabilizou-se em seu rígido sistema de marcação, abrindo alguns espaços, enquanto o São Paulo acelerou o ritmo da partida. A impressão era de que o Tricolor, com velocidade e volume de jogo, ampliaria o placar.

O São Paulo não aproveitou os minutos em que o Timão sentiu o gol. Criou chances, não marcou e, aos 18/2T, numa repetição indigesta para a equipe de Ceni, a defesa voltou a falhar: Jadson tabelou com Arana, que cruzou com precisão para a pequena área e encontrou Jô, livre, que entre Rodrigo Caio e Júnior Tavares, enfiou a cabeça, no meio do gol, para empatar o placar.

Não houve provocação de Jô em campo (o que seria válido também, e muito legal). A zueira veio por meio do twitter oficial do Corinthians, colocando Jô como o homem mais procurado pelo Ibama, referindo-se ao fato de ser matador de “bambis” e ainda completou com a #godofclassicos. KKKKKKK.

Sobre as provocações: O dia a dia já é pesado demais para a grande massa, que encontra no futebol um momento para ter o seu direito ao delírio. Assim, seja em campo ou via redes sociais, as provocações fazem parte do cotidiano dos torcedores e, dentro de um limite que não descambe para a violência, não deveriam ser reprimidas, porque são elas que impedem de que o futebol seja burocrático, tecnicista, enfadonho, cartorário, creminho de avelã.

Voltando à partida, ao contrário do que muitos são-paulinos reclamaram da arbitragem, fato é que o Corinthians foi prejudicado no momento em que Nem, aos 23/2T, para conter um contra-ataque, deu uma tesoura “no meio” de Leo Jabá. Era para ser expulso. Tomou amarelo, ficou no lucro.

Depois do gol de empate, a partida retomou o equilíbrio com o Corinthians se defendendo e o São Paulo tentando furar o bloqueio. Ceni promoveu mudanças que em nada alteraram: tirou Gilberto e colocou Chavez, que pouco fez. Tirou Luiz Araújo e colocou Neilton, que mais uma vez, nada fez.

Assim caminhou a partida caminhou até o minuto final. Um clássico deprimente do primeiro tempo, melhor no segundo tempo.

Se por um lado o  meio-campo do São Paulo, que nas partidas anteriores abriu uma clareira para os adversários, desta vez, com Jucilei mais leve, Thiago Mendes e Cícero mais próximos do círculo central, conseguiram fechar o setor, mas a zaga voltou a falhar.

Se para os corinthianos, que montaram uma parede defensiva, o ponto conquistado no clássico, fora de casa, foi visto com bons olhos, para o São Paulo, que buscou o jogo o tempo todo, ficou a nítida certeza de que, não fosse uma nova falha de posicionamento da zaga, poderia ter saído vitorioso.

Rogério Ceni desenvolve um bom trabalho no São Paulo, mas, a cada rodada, fica mais evidente que precisa, urgentemente, de cobrar a diretoria por reforços. O elenco é reduzido, conta com muitos garotos da base e apresenta limitações em alguns setores. Ceni faz muito com o que tem, mas precisa de mais se quiser colocar em prática seu bom conceito de futebol, ainda mais quando tem um forte Brasileirão pela frente.

A nota triste do clássico se deu pela morte de um torcedor do São Paulo, que tentou mudar de setor, e caiu do anel superior do Morumbi.



MaisRecentes

SPFC 1 x 1 Palmeiras: dois tempos, dois tentos



Continue Lendo

Futebol brasileiro deixou-se enganar pelo cientificismo exagerado



Continue Lendo

Estádios vazios na Copa América evidenciam o apartheid econômico e social no Brasil



Continue Lendo