Luis Fabiano no São Paulo é delírio saudosista



Cogitar o retorno de Luis Fabiano expõe um problema maior no futebol brasileiro

Praticamente assegurado na primeira divisão do Brasileiro, o São Paulo inicia o planejamento para a temporada 2017, fator que desencadeia dezenas de sugestões, especulações e, em alguns casos, delírios saudosistas.

Bastou Luis Fabiano romper o contrato com Tianjin Quanjian, equipe da segunda divisão chinesa, para que o jogador de 35 anos voltasse à mente do torcedor como solução para o ataque Tricolor.

Convenhamos, por mais que por mais que tenha marcado 23 gols em 29 partidas, não dá para dimensionar uma contratação com as réguas da segundona chinesa.

A angústia produzida pela lastimável temporada reverbera devaneios no momento que se pensa montar uma nova equipe para o próximo ano. Sem dinheiro e opções restritas para contratações, o São Paulo – assim como outras equipes – recorrem ao passado como solução para o futuro.

Muito além dos muros do Morumbi, a cogitação do retorno de Luis Fabiano ao São Paulo – ou a qualquer agremiação nacional – representa um pensamento cíclico e retrógrado dos clubes e dos torcedores brasileiros que, diante da necessidade de reforçar suas equipes, projetam um futuro melhor com as sobras do passado.

Seu retorno ao Tricolor, em 2011, já pode ser questionado. Foi contratado junto ao Sevilla da Espanha por R$ 20 milhões, com salários que chegavam a R$ 700 mil, chegou machucado, levou um ano para entrar nos gramados e esteve fora nos momentos decisivos do clube.

Se a última passagem do atacante é altamente questionável, pensar em Luis Fabiano neste momento é delírio saudosista, devaneio, a reafirmação de um pensamento que tem de acabar no futebol brasileiro.

Diante dessa situação, a pergunta que fica é: será que os milhões investidos na base são incapazes de revelar um novo jogador?



MaisRecentes

SPFC 1 x 1 Palmeiras: dois tempos, dois tentos



Continue Lendo

Futebol brasileiro deixou-se enganar pelo cientificismo exagerado



Continue Lendo

Estádios vazios na Copa América evidenciam o apartheid econômico e social no Brasil



Continue Lendo